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Síria/trégua

Trégua na Síria já começa fadada ao fracasso

A oposição síria pediu nesta segunda-feira "garantias" da aplicação da trégua, que devem entrar em vigor às 19h (13h de Brasília).
A oposição síria pediu nesta segunda-feira "garantias" da aplicação da trégua, que devem entrar em vigor às 19h (13h de Brasília). REUTERS/Baz Ratner

A trégua nos combates na Síria, estabelecida no acordo entre os Estados Unidos e a Rússia, deve entrar em vigor nesta segunda-feira (12). A oposição síria, entretanto, ainda não deu seu aval para o fim dos combates, e o regime sírio declarou “que pretende retomar o território o mais rápido possível”.

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A trégua deve permitir a entrega de uma ajuda humanitária crucial a centenas de milhares de civis, muitos deles vítimas de bombardeios neste fim de semana. O acordo estipula um cessar-fogo a partir das 19h de hoje nas regiões sírias que não estão nas mãos dos jihadistas, como o grupo Estado Islâmico.

Ele também preconiza a viabilização do acesso de ajuda humanitárias às áreas mais afetadas, como Alepo, onde se concentra o conflito.O documento ainda prevê uma desmilitarização da estrada usada pelos rebeldes para o reabastecimento de armas e alimentos.

Se o cessar-fogo durar mais de uma semana, Moscou e Washington vão programar ataques coordenados contra os jihadistas do grupo Estado Islâmico e da Frente Fatah al-Cham, uma das filiais sírias da Al Qaeda. Essa não é a primeira vez que a comunidade internacional faz uma tentativa de colocar fim à guerra, que já deixou mais de 290 mil mortos.

A comunidade internacional também se questiona como o cessar-fogo será aplicado nas regiões onde o grupo salafista Fatah al-Cham está presente. O grupo combate o regime ao lado das forças rebeldes, moderadas ou islamistas. Um dos chefes da organização, Ali al-Omar, afirmou que o acordo só servirá para reforçar o regime e criar um cerco militar contra a revolução.

Bashar al-Assad não vai ceder

A poucas horas do início da trégua, o presidente Bashar al-Assad afirmou que não vai ceder. “O Estado sírio está determinado a retomar todas as regiões conquistadas pelos terroristas e a reestabelecer a segurança”, disse. “As forças armadas vão dar continuidade ao trabalho sem hesitação”, declarou.

 

 

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