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Síria/trégua

Apesar da trégua, ajuda humanitária tarda a chegar na Síria

A rota do Castello, no norte de Alleppo, por onde deve passar a ajuda humanitária
A rota do Castello, no norte de Alleppo, por onde deve passar a ajuda humanitária REUTERS/Abdalrhman Ismail

As regiões sitiadas na Síria aguardavam com impaciência nesta quarta-feira (14) a ajuda humanitária autorizada com o início da trégua de 48 horas negociada com as grandes potências Mas os comboios continuavam bloqueados apesar da diminuição da violência.

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Para poder enviar ajuda a Aleppo, militares russos instalaram um ponto de observação móvel na rota do Castello, um eixo de acesso vital ao norte da segunda cidade síria que une a região com a fronteira turca, de onde vem a ajuda, segundo as agências de notícias russas.

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, fez um apelo nesta quinta-feira ao regime sírio para autorizar "imediatamente" a entrada de ajuda humanitária. "Precisamos da permissão final do governo de Damasco para distribuir esta ajuda", disse. "É lamentável, perdemos tempo. A Rússia (aliada do regime sírio) concorda conosco neste ponto", afirmou Staffan de Mistura em Genebra.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, continua em contato com os Estados Unidos e a Rússia para pressionar todas as partes visando garantir a segurança dos comboios de ajuda da ONU para a cidade de Aleppo. Segundo ele, 20 caminhões carregados com alimentos e outros produtos básicos estão na fronteira entre Turquia e Síria aguardando a liberação do trajeto para a cidade.

A ONU está "completamente pronta" para enviar, a partir desta quarta-feira, 20 caminhões com ajuda a Aleppo, mas a situação em matéria de segurança ainda não permite isto. "É absolutamente essencial" que os combatentes "façam os necessários acertos de segurança" para que os caminhões possam avançar. Ban destacou que conta com a Rússia para exercer pressão sobre o governo sírio e com os Estados Unidos para convencer a oposição armada.

O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault, avaliou que a ajuda humanitária será essencial para testar a “solidez” do acordo russo-americano com a Síria."O teste é a chegada da ajuda humanitária. Isso vai ser determinante, em particular em Aleppo. Caso contrário, o anúncio de um cessar-fogo não será crível".

“Nenhum civil morto”

De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, nenhum civil morreu na província de Aleppo desde o início da trégua. A suspensão das hostilidades é aplicada de forma efetiva.

"Se continuar assim, será um desenvolvimento muito positivo que economizaria mortes, violência e êxodo", declarou Rami Abdel Rahman, diretor da organização. A trégua foi apresentada como uma "última oportunidade" pelo secretário de Estado americano, John Kerry, que negociou o acordo com seu colega russo, Serguei Lavrov.

(Com informações da AFP)

 

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