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Pobreza/relatório

Países pobres recebem mais refugiados, diz relatório da Anistia Internacional

Documento denuncia acordos duvidosos entre europeus, Sudão e Líbia
Documento denuncia acordos duvidosos entre europeus, Sudão e Líbia Facebook/Proactiva Open Arms

Mais da metade das pessoas deslocadas no planeta são acolhidas por apenas 10 países que representam menos de 2,5% do PIB mundial. Em um relatório divulgado nesta terça-feira, a Anistia Internacional acusa os países mais ricos de egoísmo e de falta de vontade política e de responsabilidade com pessoas que fogem de guerra e de conflitos.  

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No documento, a organização defende uma distribuição mais equilibrada dos deslocados, que representam 0,3% da população. Com 6, 6 milhões de pessoas, a Jordânia é o país que mais acolhe imigrantes em seu território, seguida da Turquia com mais de 2,5 milhões, e do Paquistão, com cerca de 1,6 milhão.

Países muito pobres, segundo a Anistia, recebem milhares de pessoas em seu território. Entre eles, a Etiópia, Quênia e Uganda, por exemplo. Segundo o documento, esses países são vizinhos de áreas de conflito e se vêem obrigados a acolher a maioria dos refugiados.

A Anistia considera a situação insustentável porque expõe milhares de pessoas que fogem da guerra e de perseguições em seus países a uma situação de miséria e mais sofrimento. No relatório, a Anistia cita o caso dos refugiados sírios para ilustrar o desequilíbrio.

Acordos duvidosos

O documento também denuncia a conclusão de acordos "duvidosos" para impedir os refugiados de entrar no continente europeu, principalmente com a Líbia e o Sudão. "Os refugiados são vítimas de inúmeras violência nos centros de detenção para imigrantes, onde são encarcerados ilegalmente, sem poder consultar um advogado", denuncia o relatório.

O Reino Unido aceitou acolher menos de 8 mil sírios desde 2011 enquanto que a Jordânia, que tem dez vezes menos habitantes e cujo PIB representa 1,2% do Reino Unido, acolhe mais de 650 mil deslocados. A ONG apela para todos os países aceitarem receber os que precisam de ajuda a partir de critérios objetivos como a capacidade de acolhida, riqueza, população e até índice de desemprego.

 

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