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Israel impede "Barco das Mulheres" de chegar à Faixa de Gaza

Palestinos homenageiam o "Barco das Mulheres" com bolas das cores de sua bandeira em 5 de outubro de
Palestinos homenageiam o "Barco das Mulheres" com bolas das cores de sua bandeira em 5 de outubro de

A marinha israelense anunciou nesta quarta-feira (5) que interceptou em alto mar, sem incidentes, o "Barco das Mulheres", uma iniciativa de ativistas para levar ajuda à Faixa de Gaza. O navio está sendo conduzido para o litoral.  

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O chamado "Barco das Mulheres" tinha como objetivo furar o bloqueio à Faixa de Gaza e levar medicamentos e alimentos à população. Mas hoje o navio ultrapassou a linha das 100 milhas náuticas, um ponto a partir do qual a marinha de guerra israelense costuma intervir.

Cerca de 15 mulheres, entre elas a britânica Mairead Maguire, Prêmio Nobel da Paz em 1976, se encontram a bordo do barco "Zaytouna-Oliva". Mesmo com a advertência de Israel de que proibiria a entrada do barco no território, elas continuaram a navegar. Depois de interceptado, o navio está sendo rebocado para o porto israelense de Ashdod, na fronteira com Gaza, como já aconteceu em junho de 2015.

Faixa de Gaza isolada

Submetido desde 2006 a um rigoroso bloqueio naval israelense, o reduto palestino é governado pelo movimento islamita Hamas, que manteve três conflitos bélicos com Israel entre 2008 e 2014. Desde 2008, várias expedições civis tentaram, sempre em vão, forçar o bloqueio para levar ajuda ao território empobrecido.

O episódio mais espetacular foi a interceptação de uma pequena frota pela marinha israelense, que resultou na morte de dez militantes turcos no barco "Mavi Marmara".

A decepção em Gaza foi imensa. Os palestinos já estavam se preparando para celebrar a chegada do barco nesta quarta-feira. Em solidariedade, diversos barcos com a bandeira palestina saíram ao mar.

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