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Nobel de Química vai para trio que criou as "menores máquinas do mundo"

Membros da Academia Real de Ciências apresentam o trio vencedor do Nobel de Química nesta quarta-feira, 5 de outubro de 2016, em Estocolmo
Membros da Academia Real de Ciências apresentam o trio vencedor do Nobel de Química nesta quarta-feira, 5 de outubro de 2016, em Estocolmo TT News Agency/Henrik Montgomery/via Reuters

O Prêmio Nobel de Química de 2016, a exemplo do Nobel de Física, também foi para um trio. Os laureados são o francês Jean-Pierre Sauvage, o britânico Sir J. Fraser Stoddart e o holandês Bernard L. Feringa, pelo desenvolvimento de máquinas moleculares. 

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A Academia Real de Ciências da Suécia anunciou nesta quarta-feira (5), em Estocolmo, os nomes dos três vencedores, recompensados pelo desenvolvimento de movimentos controlados que podem fazer ações impulsionados por energia. A descoberta representa uma grande evolução na área da nanotecnologia.

"Esse prêmio é sobre as menores máquinas do mundo", explicou o secretário-geral da Academia Real de Ciências da Suécia, Goran K. Hansson, observando que, atualmente, o motor molecular está no mesmo nível em que estava o motor elétrico em 1830; na época, os cientistas mostravm rodas e manivelas, sem imaginar que estariam na origem dos trens elétricos e outros veículos e motores que fazem parte do mundo de hoje.

"Máquinas moleculares vão provavelmente ser usadas no desenvolvimento de novos materiais, sensores e sistemas de armazenamento de energia", comunicou a Academia.

O que são máquinas moleculares?

Para dar uma ideia, um simples fio de cabelo tem uma espessura mil vezes maior do que uma máquina molecular. Foi o cientista francês Jean-Pierre Sauvage que iniciou o processo ao ligar duas moléculas em forma de anel, formando assim uma corrente. A novidade é que as moléculas costumam se unir por ligações químicas; na corrente criada pelo francês, a ligação molecular é mecânica. O fato novo impacta na base da utilização de uma máquina: uma parte se move em relação a outra. Isto foi em 1983.

Oito anos depois, Sir Fraser Stoddart conseguiu desenvolver um músculo molecular, um elevador molecular, um chip de computador com base molecular, entre outras criações. Finalmente, em 1999, Bernard L. Feringa foi o primeiro a desenvolver um motor molecular,  fazendo uma pá do motor  girar na mesma direção, sem parar. A partir disso, ele chegou a criar um nanocarro.

 

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