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Nobel da Paz 2016 vai para Juan Manuel Santos por negociações com as Farc

Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, Prêmio Nobel da Paz de 2016
Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, Prêmio Nobel da Paz de 2016 REUTERS/Jose Miguel Gomez

O prêmio Nobel da Paz de 2016 foi atribuído ao presidente colombiano, Juan Manuel dos Santos, por seus esforços nas negociações de paz com as Farc - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

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Juan Manuel Santos foi recompensado por estar arriscando todo o seu capital político nas negociações com a guerrilha marxista. "Esperamos que isso encorage todas as boas iniciativas e todos os atores que possam tem um papel decisivo no processo de paz para, enfim, leva a paz à Colômbia depois de décadas de guerra", declarou a presidente do comitê do Nobel, Kaci Kullmann Five.

O comitê também afirmou que Santos está "emocionado e agradecido" com a recompensa. Conforme a tradição, o comitê não explicou porque o prêmio Nobel não foi compartilhado com as Farc.

Desde a quinta-feira (6), representantes do seu governo e da oposição começaram as discussões para chegar a um acordo de paz, depois do fracasso do referendo sobre o acordo assinado com os guerrilheiros para pôr fim a 52 anos de conflito armado. O presidente enviou o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas, para negociar com a oposição. Villegas confirmou que o clima é de cordialidade e o objetivo comum é achar uma saída para a paz.

Santos tenta convencer opositores a acordo de paz

Convencer os membros do partido de direita Centro Democrático é um dos desafios para a missão dar certo. A formação - dirigida pelo senador e ex-presidente Alvaro Uribe - é radicalmente contra o acordo concluído no dia 26 de setembro em Cuba, depois de quatro anos de negociação com a guerrilha marxista das Farc. O texto foi igualmente rejeitado pelos colombianos no referendo de 2 de outubro.

Na próxima segunda-feira (10), as duas partes se reencontrarão para analisar documentos que detalham os pontos de desacordo. A partir daí, o governo tem uma semana para responder às questões, antes de transmitir os problemas que persistirem à delegação de Cuba. Na tentativa de se chegar a um denominador comum, o presidente Santos recebeu ontem (6) Alvaro Uribe no palácio presidencial de Bogotá. Os dois não se viam há cinco anos.

 

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