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Rússia/Síria

Moscou anuncia suspensão de bombardeios durante 8 horas em Aleppo

O general russo Serguei Rudskoi durante anúncio da suspensão temporária dos bombardeios em Aleppo.
O general russo Serguei Rudskoi durante anúncio da suspensão temporária dos bombardeios em Aleppo. REUTERS/Maxim Zmeyev

Diante das críticas da comunidade internacional, os exércitos russo e sírio suspenderão seus bombardeios durante 8 horas na próxima quinta-feira (20) em Aleppo. A medida, anunciada por Moscou, teria como objetivo propiciar uma “pausa humanitária” na cidade síria.

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O anúncio foi feito pelo general Serguei Rudskoi, do Estado-Maior russo. Segundo ele, “das 08h00 às 16h00”, pelo horário local, as forças da Rússia e da Síria “suspenderão os bombardeios e todos os outros disparos".

O representante de Moscou explicou que essa decisão foi tomada para “permitir que os civis deixem a cidade, para evacuar os doentes e feridos e garantir a retirada dos rebeldes armados”. O general também disse que o exército russo estava “disposto, ao primeiro pedido das organizações humanitárias, a interromper os disparos a qualquer momento para garantir o acesso sem obstáculos das equipes médicas na cidade”.

O general Rudskoi aproveitou a ocasião para denunciar novamente o que classifica de tiros “sistemáticos” dos rebeldes visando escolas, mesquitas e feiras em Aleppo. Ele explicou que esses ataques deixaram “mais de 130 mortos, entre eles várias crianças, desde o início de setembro” e criticou a posição dos países ocidentais, que, segundo ele, “não querem constatar os crimes cometidos pelos rebeldes armados e também não querem reagir”.

Aleppo, segunda cidade mais importante do país, está dividida desde 2012 entre os bairros do leste, controlados por opositores ao regime de Bashar al-Assad, e os bairros do oeste, controlados pelo exército de Damasco, que conta com o apoio de Moscou em sua ofensiva. A guerra na Síria, que teve início em março de 2011, já fez cerca de 300 mil mortos.

Comunidade internacional reage

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, qualificou nesta segunda-feira como um "passo positivo" o anúncio do cessar-fogo. No entanto, ela considerou a medida insuficiente, pois as agências de ajuda destacam que serão necessárias 12 horas para permitir o acesso de comboios.

A ONU também saudou o anúncio do cessar-fogo, mas também o considerou insuficiente para o envio de ajuda aos civis. "Saudaremos qualquer pausa nos combates, mas existe a necessidade de um intervalo maior para levar ajuda para lá", disse o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric.
 

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