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Iraque/EI

Tropas iraquianas avançam rapidamente em Mossul

Reunião em Paris sobre o futuro da segunda maior cidade do Iraque.
Reunião em Paris sobre o futuro da segunda maior cidade do Iraque. REUTERS/Eric Feferberg/Pool

As tropas iraquianas que participam da ofensiva em Mossul contra o grupo Estado Islâmico (EI) estão avançando mais rápido que previsto, declarou o primeiro-ministro do país, Haider al-Abadi. Em Paris, líderes se reúnem para discutir o futuro da cidade iraquiana depois da vitória da coalizão.

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O anúncio foi feito durante uma videoconferência na abertura da reunião em Paris, sobre o futuro político da segunda maior cidade iraquiana. 

Na abertura do encontro, que reúne cerca de 20 países, o presidente francês François Hollande alertou para o risco de fuga dos jihadistas de Mossul para Raqqa, na Síria, durante a ofensiva da coalizão internacional contra o último reduto do grupo Estado Islâmico no Iraque. Segundo ele, é preciso impedir a chegada dos extremistas à Síria.

O chefe de Estado francês também pediu que tudo seja feito para proteger a população civil nas zonas de combate, que pode ser usada como “escudo humano” pelos jihadistas. Nos próximos dias, os ministros da Defesa da coalizão internacional também vão se reunir para discutir o avanço da batalha que acontece em Mossul – o último reduto dos extremistas no país.

Frente Sul da batalha de Mossul em 19 de Outubro de 2016. Base aérea de Qayara e a aldeia de Al-Houd , ao sul de Mossul.
Frente Sul da batalha de Mossul em 19 de Outubro de 2016. Base aérea de Qayara e a aldeia de Al-Houd , ao sul de Mossul. © Graphic France 24

Na noite de domingo (16) para segunda-feira as forças iraquianas, com o apoio das tropas internacionais, lançaram uma ofensiva para retomar Mossul, reduto dos extremistas do grupo EI. Foi na cidade que o líder da organização, Abou Bakr al-Baghdadi, proclamou, em 2014, um “califado” nos territórios ocupados pelos jihadistas no Iraque e na Síria.

Batalha pode durar meses

A batalha poderá durar várias semanas e talvez até meses, de acordo com o ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian. A ONU teme uma catástrofe humanitária na cidade, onde moram 1,5 milhão de pessoas. As Nações Unidas também temem um deslocamento em massa, em no máximo uma semana.

 

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