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Combatentes do EI raspam a barba para enganar inimigos

Soldado das forças armadas iraquianas em Mossul
Soldado das forças armadas iraquianas em Mossul AFP

Diante do avanço das forças iraquianas e curdas, os combatentes do grupo Estado Islâmico (EI) em Mossul começam a mudar de aspecto, com a barba aparada e roupas diferentes, em uma tentativa de passar desapercebidos na cidade.

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"Vi integrantes do EI com uma aparência completamente diferente", afirmou Abu Saïf, morador de Mossul. "Cortaram a barba e mudaram as roupas para se misturar entre a população."

Nesta quarta-feira (26), as unidades de elite iraquianas estavam a 5 km dos bairros da zona leste de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, com 1,5 milhão de habitantes.

Nas outras frentes, as tropas estão mais afastadas, em particular no sul. Para Abu Saïf, os jihadistas mudam de aspecto "porque têm medo dos franco-atiradores ou porque se preparam para abandonar a cidade".

Outro morador disse que não observou nos hotéis de Mossul os comerciantes sírios que faziam vários negócios na cidade com a anuência do EI. Muitos extremistas abandonaram a zona leste de Mossul para retornar à margem oeste do Tigre, o rio que atravessa a cidade, onde o EI tem um reduto, indicaram moradores e fontes americanas.

"EI não caiu, mas vacila"

Os habitantes de Mossul têm acesso estritamente limitado a televisão e internet, mas escutam com clareza o som dos combates nas zonas norte e leste da cidade.

Eles contam ainda que os aviões da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos sobrevoam a cidade com altitude menor que nos dias anteriores.

A ofensiva acontece de acordo com o planejado, afirmou na terça-feira (25) o ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, anfitrião de uma reunião de ministros, em Paris, de 13 países da coalizão. "O EI não caiu, mas vacila", declarou.

Apesar de contar com mais soldados, o avanço iraquiano acontece de forma prudente e lenta, em consequência das táticas de guerrilha do EI e do espírito de sacrifício de seus homens.

"Há uma semana o EI utiliza uma quantidade extraordinária de armas de tiro indiretas (morteiros, foguetes, etc), além de carros-bomba", afirmou na terça-feira o general Stephen Townsend, principal comandante militar da coalizão.

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