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Mais de 800 combatentes do EI morrem em ofensiva de Mossul

Combatentes curdos se aproximam de Mossul
Combatentes curdos se aproximam de Mossul REUTERS/Ahmed Jadallah

Entre 800 e 900 combatentes do grupo Estado Islâmico (EI) morreram desde o início da ofensiva terrestre das forças iraquianas para reconquistar a cidade de Mossul, no norte do Iraque. A informação é do general americano Joseph Votel, que dirige o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).

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Ele disse, no entanto, que será difícil divulgar números precisos porque os combatentes se deslocam ao redor de Mossul e tentam se misturar entre a população civil.

O EI já não tem a capacidade de se deslocar em grandes comboios, mas a coalizão internacional adverte que ainda ocorrem movimentações em pequenos grupos.

As forças iraquianas e curdas avançam em direção a Mossul a partir de várias frentes e até agora o progresso em direção à segunda cidade do Iraque, de 1,5 milhão de habitantes, tem sido relativamente rápido.

Até o momento, a ofensiva iniciada há 10 dias se concentra nas localidades e vilarejos próximos à cidade.

Balanço de vítimas

A resistência pode ser mais forte à medida que as forças iraquianas e curdas se aproximarem das linhas de defesa próximas aos subúrbios e no momento de entrar em Mossul.

As últimas estimativas americanas informavam sobre entre 3 mil e 5 mil combatentes na cidade e entre 1.000 e 1.500 ou 2.000 espalhados na periferia.

A coalizão internacional advertiu que não utilizaria os balanços de vítimas como indicador da eficácia da ofensiva contra o EI no Iraque e na Síria. No entanto, apesar dessa afirmação, periodicamente publica balanços de vítimas.

Cada vez mais deslocados

À medida que as tropas iraquianas avançam a Mossul, o fluxo de deslocados cresce. "Há um aumento espetacular dos deslocados nos últimos dias", declarou Karl Schembri, do Conselho Norueguês para os Refugiados.

"As tropas iraquianas avançam em zonas cada vez mais povoadas e, portanto, há mais deslocados", acrescentou. Na quinta-feira, o ministério iraquiano da Migração e de Deslocados anunciou que havia acolhido mais de 11.700 deslocados desde o início da ofensiva.

Os deslocados contam o sofrimento diário sob o regime brutal do Estado Islâmico.

Alguns puderam se reencontrar com familiares que não viam desde que o Estado Islâmico se apoderou de Mossul, em junho de 2014.

Proibido fumar

"Não podíamos fumar nem utilizar os telefones. Não podíamos ver televisão e éramos obrigados a deixar a barba crescer", contou Saddam Dahham, que viveu em uma aldeia próxima a Mossul sob controle do EI.

Depois de fugir da aldeia com sua esposa e seus três filhos, a primeira coisa que fez foi cortar a barba.

A ONU e as ONGs presentes perto de Mossul temem uma crise humanitária. "Esperamos até 200 mil deslocados nos próximos dias", disse Schembri. "E, por enquanto, há capacidade para acolher apenas 60 mil", acrescentou.

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