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Iraque/EI

Mais de um milhão de civis estão encurralados em Mossul

Combatentes peshmerga curdos ajudam mulheres e crianças iraquianas que fogem da aldeia de Abu Jarboa 31 de outubro de 2016.
Combatentes peshmerga curdos ajudam mulheres e crianças iraquianas que fogem da aldeia de Abu Jarboa 31 de outubro de 2016. REUTERS/Azad Lashkari TPX IMAGES OF THE DAY

As organizações humanitárias alertaram nesta quarta-feira (2) sobre o destino de mais de um milhão de civis encurralados na cidade iraquiana de Mossul, num momento de intensificação dos combates na periferia deste reduto do grupo Estado Islâmico (EI).

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Os extremistas islâmicos tentavam resistir às forças de elite de contraterrorismo (CTS) na localidade de Gogjali, na saída de Mossul. Estas forças, apoiadas pela coalizão internacional liderada por Washington, ainda não estabeleceram uma base de operações na cidade. Mas a presença de soldados no subúrbio marca o início da batalha de Mossul, segundo uma autoridade militar.

Em outras frentes, as forças iraquianas estavam nesta quarta-feira dois quilômetros ao norte da cidade, enquanto as que atacam a partir do sul se aproximam de Hamam al-Alil, cerca de 30 km de Mossul. As autoridades acreditam que a operação será longa, uma vez que o EI teve dois anos para se preparar para defender Mossul, onde o grupo extremista proclamou seu califado em junho de 2014.

Entre 4 mil e 7 mil extremistas presentes na região já provaram que vão resistir ao máximo às dezenas de milhares de membros das forças iraquianas.Desde 17 de outubro, as forças iraquianas já enfrentaram inúmeros ataques suicidas e disparos de morteiros.

Mais de 20 mil pessoas deslocadas desde 17 de outubro

Mais de 20 mil pessoas já foram deslocadas desde 17 de outubro, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Mas esse número deverá explodir em breve. "Estamos nos preparando para o pior. As vidas de 1,2 milhão de civis estão em grave perigo e o futuro do Iraque como um todo está em jogo", alertou o diretor para o Iraque do Conselho Norueguês de Refugiados (NRC).

"Os habitantes viveram por quase dois anos e meio um terrível pesadelo. Todos nós temos agora a responsabilidade de colocar um fim a isso", acrescentou Wolfgang Gressmann. Segundo ele, "famílias foram separadas, muitos civis feridos e outros mortos por franco-atiradores ou explosivos" desde o início das operações de Mossul.

A ONU expressou na terça-feira "séria preocupação" sobre o destino de dezenas de milhares de civis que o EI sequestrou para possivelmente usá-los como escudos humanos.

(Com informações da AFP)
 

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