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Iraque/Estado Islâmico

Forças de elite do exército iraquiano relançam ofensiva em Mossul

No Iraque, soldados avançaram rumo a Mossul, último reduto do EI no país.
No Iraque, soldados avançaram rumo a Mossul, último reduto do EI no país. REUTERS/Thaier Al-Sudani

As forças de elite iraquianas relançaram nesta sexta-feira (11)  a ofensiva na cidade de Mossul, o último reduto do grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque, enquanto na Síria os combatentes apoiados pelos Estados Unidos continuavam a avançar para Raqa, outra grande fortaleza dos extremistas.

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Confrontados a uma dura resistência do grupo EI em Mossul, as unidades iraquianas de contra-terrorismo (CTS) decidiram consolidar as suas posições na periferia antes de continuar sua progressão.

"Nossas forças lançaram um ataque contra Arbajiyah. Os confrontos estão em curso", declarou um comandante das CTS, Mountadhar Salem, referindo-se a uma área no leste da segunda maior cidade do Iraque.

De acordo com outro comandante das forças de elite, Ali Hussein Fadhel, os combatentes se aproximam de Karkoukli, outro distrito no leste de Mossul, "mas o assalto completo ainda não foi lançado", disse ele. Em um posto de comando improvisado em uma casa de dois andares, um soldado das CTS utiliza um tablet para controlar um drone de reconhecimento para monitorar potenciais homens-bomba.

Além dos ataques suicidas, carros-bomba e muitos explosivos espalhados em casas e edifícios, o grupo EI estabeleceu uma vasta rede de túneis subterrâneos e também utiliza civis como escudos humanos.

Civis executados

Há entre 3 mil e 5 mil extremistas em Mossul, de acordo com estimativas americanas. Seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, incitou-os a lutar até o fim. De acordo com a ONU, o grupo EI executou esta semana pelo menos 60 civis em Mossul e arredores.

As crianças também são vítimas dos combates em Mossul. A organização Save the Children informou que uma dúzia delas são tratadas diariamente por ferimentos graves pelos médicos na região. "Elas chegam com ferimentos de bala, por estilhaços e queimaduras", disse um médico, citado em um comunicado da ONG.

Desde o lançamento, em 17 de outubro, de uma grande ofensiva das forças iraquianas apoiadas por uma coalizão internacional para retomar Mossul, apenas as forças de elite iraquianas conseguiram penetrar nessa cidade no norte do Iraque atravessada pelo rio Tigre.

Ao norte e a leste de Mossul, os combatentes curdos, os peshmergas, tomaram várias cidades, incluindo Bachiqa e Bartalla, que era a maior localidade cristã do Iraque, fechando o cerco ao grupo EI. Mas os curdos não devem entrar em Mossul, segundo leva a crer as declarações do primeiro-ministro iraquiano Haider al Abadi.

Ao sul, o exército iraquiano também avançou e se aproximava da cidade antiga de Nimrod, a 30 km de Mossul. Na frente oeste, uma coalizão de milícias, em sua maior parte xiitas, também combate o EI, principalmente para cortar o eixo de abastecimento dos extremistas com Raqa, sua "capital" na Síria.

Grupo EI pressionado na Síria

Os extremistas também estão sob pressão nessa grande cidade síria sobre o Eufrates. Desde 5 de novembro, uma força árabe-curda apoiada pelos Estados Unidos e pela coalizão internacional lançou uma ofensiva para isolar Raqa.

Para Raqa como para Mossul, as autoridades americanas enfatizaram que a batalha poderá durar semanas ou até meses.

O grupo EI conquistou vastos territórios no Iraque e na Síria desde 2014, aproveitando-se dos conflitos nesses dois países. O grupo, que tem realizado ataques mortais em vários continentes, perdeu, desde então, muito de suas conquistas, especialmente no Iraque.

(com informações da AFP)

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