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Explosão na maior base americana do Afeganistão deixa 4 mortos

A segurança foi reforçada na entrada da base aérea de Bagram, no Afeganistão, após o atentado deste sábado 12 de novembro de 2016.
A segurança foi reforçada na entrada da base aérea de Bagram, no Afeganistão, após o atentado deste sábado 12 de novembro de 2016. REUTERS/Omar Sobhani

Um atentado suicida atingiu na manhã deste sábado (12) a base aérea de Bagram, perto da capital Cabul, que é a maior base militar americana no Afeganistão. A explosão deixou ao menos quatro mortos e 14 feridos, informou a Otan. O ataque foi revindicado pelos rebeldes talibãs.

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O porta-voz dos Talibãs, Zabihullah Mujahid, reivindicou o atentado, contra a base americana, protegida por um forte esquema de segurança. O ataque, cometido por um homem-bomba, “fez muitas vítimas entre os invasores americanos”, declarou o porta-voz.

Segundo as autoridades afegãs, o autor do ataque era um afegão, funcionário da base aérea. Ele explodiu a bomba que carregava perto do refeitório da caserna. A identidade e a nacionalidade das vítimas ainda não foram reveladas.

Degradação da segurança no Afeganistão

A explosão coloca em evidência a degradação da segurança no Afeganistão, quase dois anos após o fim formal das operações de combate da Otan no país. As forças afegãs têm dificuldades para conter os ataques talibãs que se intensificaram, antes da chegada do inverno.

Desde a retirada da maioria das forças ocidentais do Afeganistão, no final de 2014, 12 mil soldados, a maioria americanos, ainda estão no país sob o comando da Otan. Eles têm a tarefa de formar, aconselhar e apoiar as forças afegãs na luta contra os Talibãs e contra o grupo Estado Islâmico, presente no leste do país.

Na última quinta-feira (10), ao menos seis pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas em um ataque contra o consulado alemão em Mazar-i-Sharif, no norte do Afeganistão. O atentado foi reivindicado pelos Talibãs em “represália” à morte de civis em um bombardeio da Otan na semana passada.

A intensificação dos ataques acontece poucos dias após a eleição americana. O presidente eleito, Donald Trump, vai herdar da mais longa guerra dos Estados Unidos, mas ele mal mencionou o conflito durante sua campanha.

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