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Aids/relatório

Mortalidade por Aids despenca, mas gera desafio na prevenção

Enfermeira entrega fitinha que simboliza a luta contraa Aids na entrada do hospital Emílio Ribas
Enfermeira entrega fitinha que simboliza a luta contraa Aids na entrada do hospital Emílio Ribas REUTERS/Nacho Doce

No dia 1° de dezembro é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra a  Aids. O acesso ao tratamento melhorou e a mortalidade caiu, mas muitos casos ainda continuam sem diagnóstico.

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Em seu relatório anual, a agência das Nações Unidas encarregada da luta contra a Aids mostra que 18 milhões de pessoas têm acesso a tratamentos eficazes contra a doença – 1,2 milhões de pessoas a mais que no fim de 2015.

As mortes também caíram 45% em relação a 2005. Foram registrados 1,1 milhão de casos em 2015, contra 2 milhões em 2005. A agência observa, entretanto, que a queda da mortalidade dificulta a política de prevenção para evitar novas transmissões.

De acordo com o diretor-geral da agência da ONU, Michel Sidibé, com o aumento da esperança de vida, o risco de efeitos secundários provocado pelo tratamento também são mais elevados, assim como a resistência aos medicamentos e a necessidade de tratar outras doenças como a tuberculose e a Hepatite C por exemplo.

A agência cita o exemplo da África do Sul, onde as jovens são contaminadas por homens mais velhos. A prevenção, alerta o relatório, é então fundamental para “romper” o ciclo das infecções. “As jovens não passam por testes para detectar o vírus, não seguem o tratamento e têm mais risco de serem contaminadas”, explica.

O documento também lembra quanto mais rápido a pessoa for tratada, maior é a esperança de vida. Desde sua aparição, nos anos 80, o vírus já contaminou 78 milhões de pessoas no mundo – 35 millhões morreram.

Epidemia pode crescer na Europa

A epidemia pode se intensificar na Europa, caso novas ações de prevenção e combate contra a doença não sejam implementadas. Em 2015, houve um aumento de 8% de contaminações pelo vírus HIV. Mas apenas um a cada sete soropositivos sabe que foi contaminado.

A maioria dos casos de Aids nos países europeus são diagnosticados, em média, 4 anos após a contaminação.

Já a França registra seis mil novos casos da doença a cada ano. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais da metade dos soropositivos no mundo ignoram que são portadores do vírus HIV, ou seja, 14 milhões de pessas..
 

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