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Luta contra terrorismo é o maior desafio para o mundo em 2017

Áudio 06:57
Gamaliel Perruci alerta para o risco de novos ataques terrorista do grupo Estado Islâmico na Europa e nos Estados Unidos
Gamaliel Perruci alerta para o risco de novos ataques terrorista do grupo Estado Islâmico na Europa e nos Estados Unidos arquivo pessoal

O ano começa com uma série de desafios pela frente. Além da guerra na Síria e da crise migratória na Europa, 2016 terminou com um aumento de tensão palpável entre Estados Unidos e Rússia. Mas para o cientista político Gamaliel Perruci, a ação das organizações extremistas no mundo ainda aparece como o ponto mais sensível de 2017.

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Segundo o professor, que dirige o centro de treinamento de líderes do Marieta College, em Ohio, nos Estados Unidos, as tensões entre Washington e Moscou se inscrevem em uma política de transição do atual chefe da Casa Branca. “Obama tem feito declarações que, de certa forma, podem influenciar a política externa da próxima administração”, aposta. No entanto, ele estima que tudo ainda está incerto e dependerá das decisões que serão tomadas por Donald Trump nos dois primeiros meses de mandato.

Já sob o ponto de vista mais global, o cientista político vê com ceticismo o peso de organizações como as Nações Unidas, apesar da chegada de um novo secretário-geral, o português António Guterres, que anuncia sua vontade de transformação. “Eu vou ser realista. Não creio que a ONU ainda tenha um papel importante em áreas como a defesa ou relações militares”, comenta. No entanto, ele vê a organização como um ator de influência em setores como meio ambiente e energia. “Mas esses são assuntos sobre os quais haverá conflitos entre a ONU e os Estados Unidos, pois há divergências com a posição do Trump, principalmente sobre as mudanças climáticas.”

Porém, Perruci avalia que o grande desafio geopolítico para 2017 é a luta contra o terrorismo. “Com a perda de território do grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque, acredito que vai aumentar a possibilidade de ataques terroristas na Europa e nos Estados Unidos, como uma espécie de desespero da organização jihadista, que está perdendo seu espaço”, alerta.

Ouça a entrevista completa clicando na foto acima.
 

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