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Turquia prende dois chineses em conexão com atentado em boate de Istambul

Polícia turca isola área do atentado terrorista em Istambul em 1° de janeiro de 2017
Polícia turca isola área do atentado terrorista em Istambul em 1° de janeiro de 2017 REUTERS/Osman Orsal

Dois chineses uigures foram presos na Turquia, em conexão com o ataque contra a boate Reina, em Istambul na noite de Ano Novo, segundo a imprensa turca. O atentado, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI), deixou 39 mortos.

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Os dois suspeitos, identificados como Omar Asim e Abuliezi Abuduhamiti, foram presos e acusados de "pertencer a uma organização terrorista", "comprar armas de fogo sem autorização" e "cumplicidade na morte de 39 pessoas" , informou a agência de notícias pró-governo Anatolia.

Segundo a agência, uma testemunha ocular em Konya, no sul do país, viu Asim na companhia do suposto assassino da boate, cuja nacionalidade não foi confirmada e que ainda está foragido, apesar da vasta operação de perseguição.

O chefe do ministério turco das Relações Exteriores, Mevlüt Cavusoglu, havia anunciado na semana passada que o suposto assassino havia sido identificado, sem revelar seu nome nem sua nacionalidade, enquanto o vice-primeiro-ministro, citado pela imprensa, declarou que ele era provavelmente de origem uighur.

Maioria muçulmana

Os uigures são uma maioria muçulmana de língua turca da região de Xinjiang, no noroeste da China, no passado chamada de Turquistão Oriental e atualmente sob tutela de Pequim.

Os meios de comunicação informaram a possível existência de uma célula de jihadistas da Ásia Central e evocaram que o suposto assassino, cujo nome de guerra é Abu Mohammad Khorasani, teria se estabelecido em Konya em novembro com sua família.

Pelo menos 35 pessoas foram presas em conexão com o ataque, de acordo com a Anatolia. Durante a noite de Ano Novo, 39 pessoas, incluindo 27 estrangeiros (do Líbano, Arábia Saudita, Israel, Iraque e Marrocos) e 12 turcos foram mortos por um atirador na Reina, localizada às margens do Bósforo, no lado europeu de Istambul.

A carnificina foi reivindicada pelo EI, que acusa a Turquia, país predominantemente muçulmano, por sua intervenção na Síria e participação na coalizão liderada por Washington para lutar contra o grupo jihadista na Síria e no Iraque.

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