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Coreia do Norte/assassinato

Meio-irmão de Kim Jong-Un, líder norte-coreano, pode ter sido assassinado

O líder norte-coreano Kim Jong Un
O líder norte-coreano Kim Jong Un KCNA/Handout via Reuters

A informação, que ainda não foi confirmada, divulgada nesta terça-feira (14), é da agência sul-coreana Yonhap e de outros jornais do país. Ele teria sido assassinado com agulhas envenenadas no aeroporto de Kuala Lampur, na Malásia.  

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Se for confirmada, a morte de Kim Jong-Nam será a de mais alto escalão sob o regime de Kim Jong-Un desde a execução do tio do líder, Jang Song-Thaek, em dezembro de 2013. Kim Jong-Un tem tentado fortalecer seu poder diante da crescente pressão internacional por conta dos programas nucleares e de mísseis da Coreia do Norte.

O mais recente lançamento de mísseis, realizado no último domingo, gerou a condenação do Conselho de Segurança da ONU. A agência de notícias sul-coreana Yonhap citou uma fonte do governo de Seul, mas não divulgou mais detalhes. O homem de 35 anos teria sido morto por duas agentes não identificadas, que utilizaram agulhas envenenadas em um aeroporto de Kuala Lumpur, segundo a emissora sul-coreana TV Chosun. Jong-Nam nasceu do relacionamento extra-conjugal de seu pai com Sung Hae-rim, uma atriz de origem sul-coreana que morreu em Moscou.

Estes relatos, que citam múltiplas fontes governamentais, também informam que as duas mulheres chamaram um táxi e fugiram logo depois. Na Malásia, o chefe de polícia responsável pelo Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, o comissário-adjunto Abdul Aziz Ali, declarou que um coreano de cerca de quarenta anos foi encontrado passando mal no aeroporto na segunda-feira.

Tentativa frustrada de ir à Disneylândia

As autoridades aeroportuárias o levaram ao hospital, mas ele morreu no caminho, disse o chefe da polícia. Kim Jong-Nam já foi considerado o provável herdeiro da Coreia do Norte, mas perdeu o favoritismo de seu pai, Kim Jong-Il, após uma tentativa frustrada em 2001 de entrar no Japão com um passaporte falso para visitar a Disneylândia.

Desde então, viveu em um virtual exílio, principalmente no território chinês de Macau. Kim Jong-Un assumiu o poder como líder norte-coreano após a morte de seu pai, em dezembro de 2011. Kim Jong-Nam, conhecido como um defensor da reforma no Norte, disse certa vez a um jornal japonês que se opunha às transferências de poder que ocorrem na Coreia do Norte.

Ele teria sido próximo de seu tio Jang Song-Thaek, que atuou como o número dois não-oficial do governo e o mentor político do atual líder, antes de ser morto pelo regime. Jong-Nam já havia se tornado um alvo no passado. Em outubro de 2012, promotores sul-coreanos informaram que um norte-coreano detido como espião admitiu ter participado de um complô para encenar um acidente de carro na China em 2010, tendo como alvo Kim Jong-Nam.

Em 2012, um jornal de Moscou relatou que Jong-Nam estava tendo problemas financeiros depois de ter sido desvinculado do Estado estalinista por ter criticado sua política de sucessão. O semanário Argumenty i Fakty informou que foi expulso de um hotel de luxo em Macau por uma dívida de US$ 15 mil.

No ano passado, a Coreia do Sul alertou sobre possíveis tentativas de assassinato norte-coreanas em seu território. Lembrou tentativas anteriores de assassinar Hwang Jang-Yop, como foi o caso do antigo tutor de Kim Jong-Il, que desertou para o Sul em 1997 e morreu de causas naturais em 2010.

 

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