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Domínio de língua estrangeira pode aumentar salário em até 52%, aponta pesquisa

Áudio 07:15
Breno Pessoa, gerente de marketing da Babbel para a América Latina
Breno Pessoa, gerente de marketing da Babbel para a América Latina Arquivo Pessoal

A empresa alemã Babbel, conhecida por seu aplicativo para aprendizagem de idiomas, realizou uma pesquisa online em todo o Brasil, para saber a opinião da população sobre a relação entre o domínio de idiomas e o sucesso profissional. Foram entrevistados 1.200 pessoas, entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017.

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"Os resultados apontam que 94% dos participantes acreditam que falar outros idiomas aumenta as chances de alcançar cargos mais altos nas empresas e de encontrar trabalhos melhores. Contudo, 52% dos participantes afirmaram não ter conhecimento em nenhum outro idioma", afirma Breno Pessoa, gerente de marketing da Babbel para a América Latina.

Segundo ele, "falar outras línguas torna o profissional mais qualificado e requisitado". "Uma pesquisa realizada pela consultoria Catho mostrou que o domínio de uma língua estrangeira pode aumentar o salário em até 52%. Um segundo ou terceiro idioma podem fazer a diferença, principalmente em países como o Brasil, onde não há muitos profissionais que falam mais de um idioma. Mesmo em tempos de crise, muitas multinacionais continuam abrindo escritórios no país. Aprender uma nova língua pode ser o trunfo necessário para garantir aquele emprego dos sonhos", completa.

Para 72% dos entrevistados, o idioma estrangeiro mais útil para crescer na carreira ou conseguir um bom emprego é o inglês. O mandarim, falado na China, foi citado apenas por 1%. "Acho que é porque se trata de uma língua distante do Brasil, apesar de a China ser um grande parceiro comercial. Além disso, ainda levará tempo para que o mandarim ganhe mais importância. A maioria dos chineses que trabalha no mercado internacional fala inglês, que ainda é a língua de referência."

Em segundo lugar, como idioma mais útil, foi citado o espanhol. Porém ele é apenas o quinto idioma mais estudado pelos brasileiros, depois de inglês, francês, alemão e italiano, nessa ordem, segundo a pesquisa.

"Eu acredito que é porque o espanhol é muito parecido ao português, então é possível ocorrer uma negociação ou uma comunicação mais básica. Mas, para causar uma boa impressão e ser melhor compreendido, é fundamental falar a língua fluentemente. Também em situações formais, como entrevistas de emprego ou participação em um projeto importante", diz Pessoa, que opina que é hora de se aproximar e de reforçar as relações com nossos vizinhos aprendendo o espanhol.

Francês e italiano

O gerente de marketing diz que a escolha do francês está ligada ao glamour passado dessa língua, que chegou a fazer parte do currículo obrigatório das escolas brasileiras. "É um idioma associado ao refinamento, à cultura, ao turismo. Não há uma razão muito específica para aprender o francês, é mais por paixão mesmo."

Já o aprendizado do italiano está relacionado à história da imigração do país europeu para o Brasil nos séculos 19 e 20. "Muitas pessoas descendem de italianos, principalmente em São Paulo e no Sul. Além disso, em nossos feedbacks, as pessoas comentam que gostam da sonoridade da língua e que têm prazer em aprendê-la." O alemão seguiria a mesma lógica, principalmente no Sul, além de razões profissionais.

A Babbel também tem curso de português, da variante brasileira. "Foi uma decisão de mercado. Nosso português é mais forte, mais procurado no mundo inteiro. Ele também tem uma sonoridade mais fácil para o estrangeiro."

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