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Turquia

Véu islâmico passa a ser autorizado no exército da Turquia

O presidente Recep Tayyip Erdogan (na foto ao lado de sua mulher) é acusado de tentar islamizar a sociedade turca.
O presidente Recep Tayyip Erdogan (na foto ao lado de sua mulher) é acusado de tentar islamizar a sociedade turca. Kayhan Ozer/Presidential Palace/Handout via REUTERS

As autoridades turcas decidiram autorizar o uso do véu islâmico pelas mulheres no exército. As forças armadas eram é única instituição da Turquia onde o uso do adereço era proibido, representando um bastião histórico da laicidade. A medida é vista pelo opositores do presidente Erdogan como mais um passo para a "islamização" do país.

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As mulheres que atuam no exército poderão, se desejam, usar o acessório islâmico durante o exercício da função. “O problema da proibição do véu está definitivamente resolvido”, celebrou nesta quarta-feira (22) o ministro turco da Defesa turco, Fikri Isik, lembrando que a medida já havia sido implementada na polícia.

As turcas poderão, logo após a publicação da decisão no diário oficial, usar sob os quepes militares um véu da mesma cor do uniforme, sem nenhum tipo de estampa. O ministério da Defesa lembra que o adereço não deve cobrir o rosto das mulheres. A reforma atinge as oficiais que atuam no exército, na marinha e nas forças aéreas do país.

A medida é anunciada a dois meses de um referendo crucial para uma revisão da Constituição, que visa reforçar os poderes do presidente turco Recep Tayyip Erdogan. O chefe de Estado precisa do apoio total dos eleitores conservadores para vencer o pleito.

Homem forte da Turquia desde 2003, Erdogan é frequentemente acusado por seus opositores de tentar islamizar a sociedade turca. Além da polícia, nos últimos anos seu governo já autorizou o uso do véu islâmico pelas servidoras públicas e pelas estudantes de segundo grau. Os partidários do presidente defendem que a proibição do acessório excluía das universidades e de várias instituições as mulheres que usam o adereço.

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