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Iraque

Centenas de civis abandonam Mossul fugindo dos combates

Mulher é forçada a abandonar a cidade de Mossul, no Iraque
Mulher é forçada a abandonar a cidade de Mossul, no Iraque REUTERS/Alaa Al-Marjani

Centenas de civis fugiram nesta terça-feira (28), pelo deserto, dos combates entre as forças iraquianas e o grupo Estado Islâmico (EI) em Mossul. Milhares de pessoas já abandonaram a segunda maior cidade do país.

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As tropas conquistaram no fim de janeiro a parte leste de Mossul, três meses depois do início de uma ampla ofensiva para reconquistar o último reduto do EI no Iraque.

Em 19 de fevereiro, as tropas do governo iniciaram uma nova fase para reconquistar a zona oeste de Mossul, onde o EI tem maior presença.

Desde então, as tropas avançaram de forma relativamente rápida, com a tomada do aeroporto, de uma base anexa e de três bairros no sul e oeste, de acordo com o exército. Mas ainda falta conquistar algumas zonas.

"Saímos às cinco da manhã. No início, nós corremos, por causa do medo dos tiros do EI", conta Baidaa, uma jovem de 18 anos, com a filha no colo. Ao chegar à zona controlada pelo exército, ela relatou o inferno vivido no local."

Fawzia Mohammed, jovem mãe de 16 anos, declarou que "os últimos dias foram terríveis". "Estávamos presos dentro de casa por causa dos combates e não tínhamos comida", disse.

As duas mulheres foram testemunhas da crueldade do EI. "As mulheres devem permanecer totalmente cobertas e não podem sair às ruas sem companhia. As normas são muito duras", explica Baidaa

Verificação de identidades

"Desde o início da manhã, registramos 300 iraquianos - mulheres, homens e crianças - que fugiram das zonas de combate em Mossul", disse o general Salman Hachem, das Forças de Elite de Contraterrorismo (CTS). "Estão chegando mais. Eles são parados em um posto de controle. Revistamos os homens e verificamos as identidades em uma base de dados para garantir que não são membros do EI."

Durante a verificação, as forças iraquianas distribuem água e comida às mulheres e crianças, que aguardam em lonas colocadas no chão. Ao menos 16 mil pessoas já teriam abandonado a segunda maior cidade iraquiana desde o início da ofensiva para reconquistar os bairros da zona oeste.

Os combatentes podem provocar importantes perdas com suas táticas de guerrilha, como os atentados suicidas ou o uso de artefatos explosivos. A ONU e várias ONGs estão preocupadas com o destino dos 750 mil civis retidos na zona oeste da cidade, que carecem de praticamente tudo.

O EI chegou a controlar um terço do Iraque, mas, nos últimos dois anos, perdeu grande parte do território com as múltiplas ofensivas, respaldadas pela aviação e pelos conselheiros da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

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