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Malásia indicia duas mulheres pela morte de irmão de líder norte-coreano

A indonésia Siti Asia e a vietnamita Đoan Thi Huong foram indiciadas nesta quarta-feira, 1° de março de 2017, pelo assassinato de Kim Jong-nam.
A indonésia Siti Asia e a vietnamita Đoan Thi Huong foram indiciadas nesta quarta-feira, 1° de março de 2017, pelo assassinato de Kim Jong-nam. Royal Malaysia Police/Handout via Reuters

Duas mulheres acusadas de matar de Kim Jong-Nam, meio-irmão do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, foram indiciadas nesta quarta-feira (1°) pela justiça da Malásia. O julgamento da vietnamita Doan Thi Huong, de 28 anos, e da indonésia Siti Asia, de 25 anos, começa no dia 13 de abril. Elas podem ser condenadas à pena de morte.

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Kim Jong-nam morreu envenenado no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, onde deveria pegar um avião para Macau, na China, no dia 13 de fevereiro. As imagens das câmeras de segurança do aeroporto mostram o momento em que as duas mulheres se aproximam do norte-coreano e uma delas usa um spray borrifar uma substância no rosto dele.

Aos investigadores, as duas mulheres disseram que foram pagas para participar do que pensavam ser uma pegadinha na televisão. A polícia alega que elas sabiam o que faziam.

Envenenado por versão do gás sarin

A autópsia realizada pelas autoridades malaias comprovou que Kim Jong-nam morreu envenenado por um poderoso agente neurotóxico, o VX, uma versão mais letal do gás sarin.

Outras oito pessoas, todas de nacionalidade norte-coreanas, são acusadas de envolvimento na morte do irmão de Kim Jong-un, entre eles, um diplomata da embaixada da Coreia do Norte, em Kuala Lumpur. Apenas um desses suspeitos foi detido. Quatro fugiram da Malásia no dia do assassinato, revelaram os investigadores.

Desde o dia do crime, que lembra a Guerra Fria, a Coreia do Sul acusa o vizinho do Norte e cita uma "ordem permanente" de Kim Jong-un para eliminar o meio-irmão, que era crítico do regime norte-coreano. Pyongyang enviou um diplomata à Malásia para tentar recuperar o corpo de Kim Jong-nam, sem sucesso por enquanto.

Para a Coreia do Norte, a investigação da Malásia tem motivos políticos. O regime norte-coreano não aceita as conclusões da necropsia. Kuala Lumpur insiste que o corpo permanecerá no necrotério até que um parente se apresente para a identificação formal do cadáver, com uma amostra de DNA.

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