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Forças iraquianas retomam controle de famosa prisão de mulheres yázidis

Atiradores de elite das forças iraquianas durante batalha contra jihadistas do grupo Estado Islâmico em Mossul, no Iraque, em 7 de março de 2017.
Atiradores de elite das forças iraquianas durante batalha contra jihadistas do grupo Estado Islâmico em Mossul, no Iraque, em 7 de março de 2017. REUTERS/Thaier Al-Sudani

As forças iraquianas retomaram nesta quarta-feira (8) o controle da célebre prisão onde o grupo Estado Islâmico (EI) teria executado centenas de pessoas e detido milhares de mulheres yázidis.

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Em Mossul, as tropas do governo do Iraque consolidaram a progressão de sua retomada militar nos últimos dias, perseguindo os jihadistas e desarmando bombas em bairros "libertados". Eles preparam agora o ataque à cidade velha, onde a luta promete ser feroz.

A prisão Badush fica a noroeste de Mossul e foi reconquistada pelas forças da Divisão Blindada 9 e um grupo paramilitar iraquiano. As fontes locais não souberam informar se ainda há detidos no prédio. Foi nessa prisão que, em junho de 2014, os jihadistas do grupo Estado Islâmico executaram 600 presos, em sua maioria xiitas, forçando-os a se ajoelhar perto de uma vala antes de empurrá-los e queimar seus corpos, de acordo com a organização Human Rights Watch.

A deputada yázidi Vian Dakhil afirmou que, no mesmo ano, os jihadistas prenderam, em Badush, mais de 500 mulheres dessa minoria religiosa, que consideram herege.

O exército também anunciou nesta quarta-feira a reconquista de dois novos distritos de Mossul, como parte da ofensiva lançada em 19 de fevereiro, a oeste do último grande bastião do grupo EI no país.

Essas áreas se juntam àquelas recuperadas no domingo. Os militares estão focados agora em "desarmar" as bombas "em armadilhas montadas dentro das casas", afirmou à agência AFP o coronel Abdel Amir al-Mohammedawi, das forças de intervenção rápida, uma unidade de elite do Ministério do Interior do Iraque. Mossul é hoje uma das cidades mais minadas do mundo, advertiu nesta quarta-feira a ONG Handicap International.

"A retomada do centro da cidade é um primeiro e importante passo para iniciar a libertação da Cidade Velha", declarou o coronel Mohammedawi, referindo-se a uma área perto daquelas reconquistadas pelas forças iraquianas nos últimos dias. É uma região de prédios administrativos e escritórios, incluindo a sede do governo da província de Nínive e do Museu de Mossul, onde os jihadistas destruíram tesouros arqueológicos, causando forte reação da comunidade internacional.

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