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Estado japonês é julgado culpado pela 1ª vez por acidente de Fukushima

Funcionários em frente à usina nuclear de Fukushima, no norte do Japão
Funcionários em frente à usina nuclear de Fukushima, no norte do Japão AFP PHOTO / POOL / FILES / Yoshikazu TSUNO

Um tribunal japonês reconheceu nesta sexta-feira (17) pela primeira vez a responsabilidade do Estado no acidente nuclear de Fukushima de março de 2011, após a ação apresentada por um grupo de cidadãos japoneses.

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A corte de Maebashi, ao norte de Tóquio, considerou culpados de negligência o governo e a companhia de eletricidade Tokyo Electric Power (Tepco), que administrava a central.

Ambos foram condenados a pagar uma indenização de 38,6 milhões de ienes (carca de R$ 1 milhão). A soma é muito inferior à solicitada (1,5 bilhão de ienes), mas a sentença é inédita.

Segundo a agência de notícias Kyodo, a Justiça considerou que a catástrofe nuclear poderia ter sido evitada se o governo houvesse ordenado à Tepco a adoção de medidas preventivas.

450 mil habitantes fugiram

No total, mais de 450 mil habitantes fugiram após a catástrofe, por medo da radiação ou por ordem das autoridades. O terremoto de magnitude 9 foi seguido por um tsunami, no qual 18.446 pessoas morreram ou desapareceram. Depois houve o acidente na central nuclear de Fukushima, no norte do país, invadida pelas águas do mar.

No total, 10 mil pessoas que fugiram da catástrofe entraram com ações contra as autoridades e a Tepco. Oficialmente, ninguém morreu  em consequência da radiação, mas as autoridades reconhecem que mais de 3.500 pessoas moravam nas proximidades da usina ou na costa do Pacífico faleceram, posteriormente, devido a acidentes durante as evacuações ou à degradação de suas condições de vida.

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