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Hong Kong tem nova chefe de governo nomeada por colégio eleitoral

Carrie Lam acena após sua eleição como a nova governante de Hong Kong, em 26 de março de 2017.
Carrie Lam acena após sua eleição como a nova governante de Hong Kong, em 26 de março de 2017. REUTERS/Bobby Yip

Carrie Lam, funcionária apoiada pelo governo chinês, foi nomeada neste domingo (26) a nova governante de Hong Kong por um colégio eleitoral, decisão que pode exacerbar as tensões políticas na ex-colônia britânica.  

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Primeira-secretária da administração anterior, Carrie Lam foi nomeada entre vários candidatos por um colégio eleitoral de 1.200 membros. Segundo a imprensa internacional, a maioria dos votantes são pró-Pequim e apoiam as autoridades chinesas locais.

Lam, que será a primeira mulher a chefiar a cidade-estado e deve assumir o cargo em 1° de Julho, obteve 777 votos contra 365 de seu principal adversário, o ex-secretário de Finanças John Tsong, que possuía melhores índices de popularidade entre a opinião pública, segundo pesquisas. Os 7,3 milhões de eleitores da metrópole não participaram do pleito.

Após o anúncio da nomeação de Carrie Lam, uma grande manifestação eclodiu em Hong Kong neste domingo (26), denunciando a interferência de Pequim e a presença de forças de segurança chinesas perto do principal centro eleitoral da cidade.

Desde a retomada pela China da ex-colônia britânica, em 1997, Pequim tem aumentado progressivamente sua presença sobre o território, apesar das promessas de liberdade e autonomia concedidas a Hong Kong em virtude do princípio local de "um país, dois sistemas ".

Políticas repressivas

Muitos oponentes temem que Carrie Lam dê continuidade às políticas repressivas do ex-chefe do Executivo, Leung Chun-ying, que reprimiu protestos democráticos em 2014 e que nunca pareceu defender a autonomia da cidade.

"Ela [Lam] não tem uma base sólida", declarou o especialista político Ivan Choy. "Temos de esperar para ver se ela vai dividir ainda mais a sociedade e se ela vai continuar a seguir a política de Leung Chun-ying ", acrescentou.

A futura líder reconheceu que Hong Kong "sofria de sérias fraturas sociais" e prometeu que sua prioridade é “apaziguar essas divisões e unir a sociedade para avançar".

"Hong Kong precisa de uma nova maneira de pensar", afirmou Carrie Lam, prometendo defender o direito e a liberdade de expressão como um meio para impulsionar a prosperidade na cidade.

Carrie Lam também disse que vai implementar promessas eleitorais como incentivos fiscais para ajudar o desenvolvimento e a pesquisa, assim como a luta contra o aumento dos preços do setor imobiliário, além de um aumento no orçamento para a Educação local.
 

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