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Guiana/greve

Guiana Francesa entra em greve geral por mais segurança e investimentos

Greve geral paralisa a Guaiana Francesa
Greve geral paralisa a Guaiana Francesa Jody AMIET/AFP

A Guiana Francesa inicia uma greve geral nesta segunda-feira (27) que deve atrasar ainda mais o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações brasileiro. A paralisação atinge o Centro Espacial de Kourou, desde a semana passada.

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Os franceses da Guiana protestam contra graves problemas de segurança, com o aumento de roubos e homicídios, a elevada taxa de desemprego que chega a 22% da população, o dobro entre os jovens, e a imigração clandestina, proveniente sobretudo do Haiti, do Suriname e da Guiana.

Os franceses da Guiana cobram a execução de um plano de investimentos de € 2 bilhões, prometidos pelo presidente François Hollande, mas que não saiu do papel. A situação é tensa no departamento ultramarino, apesar dos apelos de calma e do envio de uma delegação de técnicos ministeriais.

“A prioridade principal é a luta contra a insegurança”, afirmou nesta segunda-feira o presidente Hollande ao mencionar a situação no território ultramarino francês que faz fronteira com o Brasil.

O primeiro-ministro Bernard Cazeneuve confirmou o envio até o final de semana de uma missão ministerial, mas condicionou a presença de ministros e autoridades à situação no local. “Uma delegação ministerial será enviada ao local antes do final de semana se, no entanto, as condições de respeito – e insisto nesse ponto – e a ordem republicana estejam garantidas”, afirmou o premiê.

Governo denuncia "instrumentalização para fins eleitorais"

Cazeneuve fez “novo apelo para o diálogo, à responsabilidade e à tranquilidade” e indicou sua disposição em assinar com a Guiana um “pacto do futuro” o mais rápido possível. No domingo, o governo francês denunciou que a mobilização social na Guiana está sendo usada como uma “instrumentalização para fins eleitorais”.

O comentário feito por Cazeneuve visou principalmente François Fillon e Marine Le Pen, candidatos à eleição presidencial. O candidato da direita afirmou que a situação no território era uma "consequência do fracasso da política de François Hollande”, enquanto a líder da extrema-direita denunciou um "serviço mínimo cruel” de sucessivos governos.
 

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