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Bomba americana no Afeganistão mata dezenas de jihadistas do EI

Forças especiais afegãs na província de Nangarhar, nesta sexta-feira, 14 de abril de 2017.
Forças especiais afegãs na província de Nangarhar, nesta sexta-feira, 14 de abril de 2017. REUTERS/Parwiz

A bomba americana de destruição em massa por explosão não-nuclear, lançada na quinta-feira (13) no leste do Afeganistão pelos Estados Unidos, atingiu locais ocupados pelo grupo Estado Islâmico na região.

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A operação foi um “sucesso” segundo o presidente americano, Donald Trump. Trump declarou ainda estar "muito orgulhoso" pela ação militar. As autoridades afegãs garantem que tudo foi feito para evitar vítimas civis e que pelo menos 36 jihadistas morreram durante a operação.

Alguns moradores da província de Nangarhar, a alguns quilômetros da área de impacto, afirmaram que o poder de explosão da bomba GBU-43 foi tal que as janelas de sua casa explodiram e a terra foi sacudida como em um "poderoso terremoto ", nas palavras de um deles, citado pela imprensa local.

Não se sabe ainda o número eventual de mortes de civis, embora o general John Nicholson, que comanda as forças americanas no Afeganistão, tenha declarado de que todas as precauções foram tomadas para evitar "danos colaterais", segundo relatou a correspondente da RFI em Cabul, Sonia Ghezali.

O porta-voz do governo afegão afirmou que as aldeias da região foram evacuadas, indicando ainda que o grupo Estado Islâmico sofreu baixas numerosas em suas fileiras. Pelo menos 36 combatentes morreram, de acordo com o Ministério da Defesa afegão, que declarou em um comunicado que "alguns esconderijos e um complexo de túneis estratégicos dos jihadistas foram destruídos."

Esta operação foi preparada há muito tempo pelos americanos, que intensificaram os bombardeios nessa área. Trata-se de um apoio aéreo às forças afegãs e americanas que combatem vários grupos armados na província, fronteira com o Paquistão.

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