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Única central elétrica de Gaza não funciona por falta de combustível

Falta de energia pode afetar hospitais da Faixa de Gaza
Falta de energia pode afetar hospitais da Faixa de Gaza REUTERS/Mohammed Salem

A única central elétrica da Faixa de Gaza deixou de funcionar neste domingo (16) por causa da escassez de combustível, segundo o presidente da empresa de distribuição de eletricidade do enclave palestino.

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As reservas de combustível, compradas graças a recursos do Catar e da Turquia, se esgotaram completamente, explicou Samir Metir.

O próximo fornecimento previsto é motivo de uma "divergência entre a autoridade da energia em Gaza e a do petróleo em Ramalah sobre a questão das tarifas sobre o combustível industrial necessário para a central impostas pelo governo".

O movimento islamita Hamas tomou à força o poder em Gaza há 10 anos e, desde então, suas relações são muito conflituosas com a Autoridade Palestina, com base em Ramalah, na Cisjordânia - ocupada pelo exército israelense há meio século.

Além disso, desde 2006, Israel impõe um severo bloqueio aéreo, marítimo e terrestre sobre essa pequena faixa de terra rodeada pelo Egito, pelo mar Mediterrâneo e por Israel.

Energia para 2 milhões de pessoas

A questão de fornecimento de combustível para a única central elétrica, que fornece energia a 2 milhões de habitantes é objeto de frequentes debates.

Em parte, a central foi prejudicada durante as sucessivas guerras com Israel, motivo pelo qual, em circunstâncias normais, abastece a população em dois turnos diários, de oito horas cada um.

Com a paralisação de sua atividade, esses turnos serão dois de seis horas "ou talvez menos", segundo Metir, "contando com a eletricidade comprada de Israel e Egito".

O ministério da Saúde de Gaza advertiu, em particular, sobre as "perigosas consequências" que tem essa escassez de eletricidade para o funcionamento dos hospitais.
 

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