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Ataque talibã deixa mais de cem soldados mortos e feridos na Afeganistão

Militares afegão patrulham entrada da base de Balkh, viznha ao quartel atacado no dia 21 abril de 2017.
Militares afegão patrulham entrada da base de Balkh, viznha ao quartel atacado no dia 21 abril de 2017. REUTERS/Anil Usyan

Ao menos cem soldados morreram ou ficaram feridos em um ataque talibã contra uma base militar no norte do Afeganistão. A ação coordenada de uma dezena de homens fortemente armados durou mais de cinco horas e terminou na noite de sexta-feira (21). O balanço divulgado neste sábado (22) pelo ministério da Defesa afegão ainda é provisório.

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O ataque do comando talibã contra a base do 209º batalhão do exército, na região de Mazar-e-Sharif, aconteceu durante o momento da oração. A maioria das vítimas é de jovens recrutas. Uma investigação foi aberta e o balanço de mortos pode mudar, indicou o ministério da Defesa em seu primeiro comunicado divulgado desde o fim do massacre.

Um oficial que estava no quartel no momento do ataque afirmou à AFP que o número de vítimas é bem maior. Segundo ele, cerca de 150 militares morreram e dezenas ficaram feridos. Se este balanço for confirmado, este seria o pior atentado contra civis ou militares no país.

Autoridades acusadas de falta de transparência

Nos últimos atentados - incluindo um ataque contra o principal hospital militar do país, em Cabul - as autoridades foram acusadas de falta de transparência e de tentar minimizar o saldo de mortos. Zabihullah Kakar, membro do conselho da província atingida, anunciou que o ataque deixou "54 mortos e 58 feridos". Na sexta-feira à noite, um porta-voz militar americano havia anunciado "mais de 50 soldados" afegãos mortos.

Dos 10 talibãs que atacaram a base, sete foram mortos, dois detonaram os explosivos que carregavam e um foi detido, informou o ministério da Defesa, sem revelar detalhes sobre o ataque.

O oficial que deu entrevista à AFP, mas pediu anonimato, diz que os insurgentes "chegaram a bordo de veículos e de caminhões do exército afegão” e que “eles estavam vestidos com uniformes militares". "Era a hora da oração na mesquita da base, o que significa que as vítimas estavam desarmadas", explicou.

"Atirem na cabeça"

Recutas que conseguiram escapar da chacina revelaram que o chefe do comando mandava seus homens "atirar na cabeça". Os sobreviventes se perguntam como os talibãs armados puderam passar sem problemas pelos controles de segurança da base, levantando, mais uma vez, a questão de eventuais cúmplices internos.

Os soldados foram atacados na mesquita e no refeitório, indicou o general americano John Nicholson, que comanda a operação "Resolute Support" (Apoio Resoluto) da Otan no Afeganistão. A intervenção das forças especiais afegãs conseguiu acabar com o ataque durante a noite, de acordo com Nicholson.

Os talibãs, que exigem a retirada de todas as tropas estrangeiras do Afeganistão, reivindicaram rapidamente o ataque, ontem. Em um comunicado, o grupo mencionou "dezenas de mortos".

No dia 8 de março, um ataque de mais de seis horas contra o hospital militar de Cabul, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico, deixou 54 mortos, de acordo com o balanço oficial. Mas segundo fontes de segurança, o número de vítimas é duas vezes maior.

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