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Democrata Moon Jae-In vence eleição presidencial na Coreia do Sul

Moon Jae-In, candidato do Partido Democrático, de centro-esquerda, vence a eleição presidencial na Coreia do Sul, nesta terça-feira 9 de maio de 2017.
Moon Jae-In, candidato do Partido Democrático, de centro-esquerda, vence a eleição presidencial na Coreia do Sul, nesta terça-feira 9 de maio de 2017. REUTERS/Kim Hong-Ji

Moon Jae-In, um ativista veterano da luta pelos direitos humanos e favorável a uma aproximação com a Coreia do Norte, venceu nesta terça-feira (9), com ampla vantagem, a eleição presidencial na Coreia do Sul. Candidato do Partido Democrático, de centro-esquerda, ele era o grande favorito nas pesquisas.

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De acordo com uma pesquisa de boca de urna divulgada pela televisão sul-coreana, Moon Jae-In obteve 41,4% dos votos. O conservador Hong Joon-Pyo, com 23,3% dos votos, ficou em segundo lugar, seguido pelo centrista Ahn Cheol-Soo, com 21,8%.

O resultado não é oficial e o provável presidente eleito pediu prudência a seus partidários. "Nós devemos ter calma. Essa é apenas uma pesquisa de boca de urna. Mas se o resultado for confirmado e nós venceremos, devemos essa vitória ao grande desespero da população que deseja uma mudança de regime", declarou Moon.

A eleição presidencial na Coreia do Sul aconteceu em um clima político marcado pelo escândalo de corrupção que resultou no impeachment da presidente Park Geun-Hye e pela tensão com a Coreia do Norte.

Participação em alta

A participação nessa eleição presidencial de um só turno pode ultrapassar os 80%, um recorde desde 1997. Segundo dados oficiais, quatro horas antes do fim da votação, 63,7% dos eleitores já haviam comparecido às urnas, contra 59,3% há cinco anos no mesmo horário, um aumento significativo e aguardado após os grandes protestos em que milhões de pessoas exigiram a saída de Park.

A crise que levou à destituição da presidente foi provocada por sua relação com Choi Soon-sil, grande amiga de Park, acusada de ter se aproveitado de sua influência para obter dezenas de milhões de dólares das grandes empresas sul-coreanas. Este gigantesco escândalo de corrupção, que atingiu inclusive a Samsung, catalisou as frustrações da população a respeito das desigualdades, da economia e do desemprego.

A crise obrigou todos os candidatos à eleição presidencial a prometer reformas por uma maior integridade no país. Enquanto os coreanos votavam, Park permanece na prisão, à espera do julgamento por corrupção e abuso de poder.

Grandes desafios

A vitória de Moon, de 64 anos, representa uma alternância no poder na Coreia do Sul. Há dez anos, o país é governado pelos conservadores.

Sua eleição pode significar uma importante mudança de política em relação a Pyongyang e ao aliado norte-americano. Ele herdará o espinhoso problema da ameaça da vizinha Coreia do Norte. Poucas vezes a tensão na península coreana foi tão grande como agora, devido ao temor de um sexto teste nuclear do regime de King Jong-un. Tampouco ajuda o caráter imprevisível do novo presidente americano, Donald Trump, que ameaçou resolver a questão pela força. Além disso, a China está descontente com a instalação de um escudo antimísseis americano na Coreia do Sul para contra-atacar a ameaça norte-coreana.

Internamente, o novo presidente terá como principais desafios o combate à desaceleração econômica, às desigualdades, à alta do desemprego, em especial entre os jovens, e a estagnação dos salários. De acordo com um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) do ano passado, 10% dos sul-coreanos mais ricos têm 50% da renda de toda a população.

O próximo ocupante da "Casa Azul", a residência oficial da presidência sul-coreana, toma posse já nesta quarta-feira (10).

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