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Crise no Golfo

Arábia Saudita cogita fornecer alimentos ao Catar para atenuar crise

Famílias tiram fotos em frente do “canhão do Ramadã”, que anuncia a quebra diária do jejum, em Doha, capital do Catar.
Famílias tiram fotos em frente do “canhão do Ramadã”, que anuncia a quebra diária do jejum, em Doha, capital do Catar. REUTERS/Naseem Zeitoon

Depois de romper relações diplomáticas e comerciais com o Catar, a Arábia Saudita declarou, nesta terça-feira (13), por meio de seu ministro das Relações Exteriores, "estar disposta a fornecer ajuda médica e alimentar, se necessário", ao pequeno emirado.

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Poucas horas mais cedo, os presidentes da Turquia e da França e o emir do Catar marcaram uma teleconferência, ainda hoje, para analisar a crise diplomática entre o governo de Doha e os países do Golfo. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que "o esforço para isolar um país em todas as áreas é desumano e contrário aos valores do islã", em um discurso exibido na televisão.

O Catar anunciou na segunda-feira (11) a abertura de duas rotas marítimas com Omã para evitar o bloqueio feito pelos Emirados Árabes Unidos, cujos portos estão fechados a Doha por causa da crise diplomática. As duas rotas anunciadas pela autoridade portuária do Catar unirão o porto de Hamad, em Doha, aos portos de Sohar e Salalah, em Omã.

No dia 5 de junho, três países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein - mais o Egito e o Iêmen -, romperam relações diplomáticas com o Catar. Porém, dois outros integrantes do Conselho, Kuwait e Omã, não se alinharam a essa decisão.

Durante décadas, os portos dos Emirados Árabes serviram como ponto de trânsito das importação ao Catar. Os países que romperam relações com Doha, em alguns casos com restrições comerciais, justificaram a medida com acusações de que Doha apoia o "terrorismo" e está se aproximando do Irã, afirmações negadas pelas autoridades catarianas.

Maior exportador mundial de gás natural liquefeito (GNL), o Catar anunciou em abril que aumentaria a produção no maior campo de gás do mundo, no norte do emirado, que compartilha com o Irã.

Ajuda externa

Na última sexta-feira (9), a ONG Anistia Internacional divulgou um nota afirmando que as medidas drásticas adotadas pelos sauditas e aliados "ameaçavam a vida de milhares de habitantes do Golfo, além de separar famílias e destruir os meios de subsistência e de educação de uma parcela da população".

Frente ao bloqueio, o Irã já enviou ao Catar seis aviões carregados com mais de 450 toneladas de vegetais. Barcos iranianos também foram despachados para o emirado, com mais de 350 toneladas de frutas e legumes.

O Kuwait não tem poupado esforços para resolver a crise. Além do Irã e da Turquia, o Marrocos e a Guiné, que ocupa a presidência executiva da União Africana, também se ofereceram para mediar a crise.

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