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China critica relatório dos EUA sobre tráfico de pessoas no país

O porta-voz chinês de Relações Exteriores, Lu Keng
O porta-voz chinês de Relações Exteriores, Lu Keng Divulgação

O governo da China rejeitou nesta quarta-feira (28) o relatório anual do Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre o tráfico de pessoas publicado na terça-feira (27) e que coloca o país asiático em uma "lista negra", com Venezuela, Coreia do Norte e Rússia, entre outros.

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O porta-voz chinês de Relações Exteriores, Lu Keng, disse, em entrevista coletiva, que a China é a primeira interessada em combater o tráfico de pessoas,  que considerou "uma luta necessária para seu desenvolvimento econômico e social”.

Ele tachou de “irresponsáveis” os comentários dos EUA sobre “assuntos internos” e assegurou que seu país apoia “uma maior coordenação” com outras nações para resolver esse problema.

O relatório americano justifica a presença da China na lista pela falta de medidas por parte de Pequim para conter o tráfico de pessoas.

Por exemplo, o texto diz que, no ano passado, as autoridades chinesas “continuaram repatriando forçosamente norte-coreanos” sem comprovar anteriormente se eram vítimas de exploração de trabalho.

Além disso, o documento afirma que as autoridades locais da região de Xinjiang (noroeste do país) podem ter “coagido” algumas minorias – como a uigur – para realizar trabalhos forçados.

A China, assim como Mali, República Democrática do Congo (RDC), República do Congo e Guiné, aparece nesta “lista negra” pela primeira vez, enquanto outros países como Síria, Sudão e Venezuela são figuras repetidas.

A decisão de incluir ou não um país na lista passa pelo cumprimento do que os EUA consideram os “padrões mínimos” na luta de um governo contra o tráfico de pessoas, definidos em uma lei americana de 2000.

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