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Venezuela/crise

Candidato de Maduro à Constituinte é morto a tiros

Assassinato de José Luis Rivas Aranguren, 41 anos, candidato a Assembleia Nacional Constituinte (ANC), aconteceu em Maracay, estado Aragua, nesta segunda-feira.
Assassinato de José Luis Rivas Aranguren, 41 anos, candidato a Assembleia Nacional Constituinte (ANC), aconteceu em Maracay, estado Aragua, nesta segunda-feira. instagram.com/tu_concejal

José Luis Rivas, candidato à Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro foi morto a tiros nesta segunda-feira (10) durante um comício na cidade de Maracay, no estado de Aragua. Segundo o Ministério Público, o incidente também deixou outras duas pessoas feridas.

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Segundo a rede de notícias Telesur, Rivas levou oito tiros durante um comício. A Assembleia Constituinte, que será eleita em 30 de julho, terá 545 membros, que terão plenos poderes enquanto reformulam a Carta Magna.

A oposição rejeita a Constituinte e desde 1º de abril passado os protestos contra Maduro já deixaram 93 mortos. Nesta segunda-feira, as forças de segurança e os manifestantes se enfrentaram em várias cidades da Venezuela. Duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, durante um bloqueio de ruas realizado pela oposição contra a Assembleia Constituinte.

Jovem de 16 anos é morto a tiros

O Ministério Público ainda informou que investigará "a morte de um jovem de 16 anos durante uma manifestação" na localidade de La Isabelica, estado de Carabobo, no norte, onde aconteceram confrontos. "Condenamos a morte de outro jovem manifestante na Venezuela. Apenas a democracia acabará com a violência contra o povo", escreveu no Twitter o secretário-geral da OEA, Luis Almagro.

Além disso, sete militares ficaram feridos pela explosão de um artefato lançado por manifestantes contra uma caravana de policiais em Altamira, no leste de Caracas. Outros dois soldados foram baleados nas localidades de La Tahona e San Antonio, no estado de Miranda.

Os protestos continuam e grupos de opositores participam do "grande bloqueio" de 10 horas convocado pela Mesa da Unidade Democrática (MUD) para estimular o plebiscito contra a Assembleia Constituinte planejada por Maduro.

À margem do poder eleitoral, os opositores da MUD realizarão no próximo domingo um plebiscito simbólico, confiantes de que a votação mostrará uma rejeição em massa à Constituinte convocada por Maduro para, segundo eles, perpetuar-se no poder. Maduro assegura que com a Constituinte haverá estabilidade política e econômica.

De acordo com o instituto de pesquisa Datanálisis, cerca de 70% dos venezuelanos não concordam com a Constituinte, e 80% rejeitam o governo do presidente socialista.

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