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Morre Liu Xiaobo, dissidente chinês e prêmio Nobel da Paz

Homenages ao ativista chinês falecido aos 61 anos, nesta quinta-feira (13).
Homenages ao ativista chinês falecido aos 61 anos, nesta quinta-feira (13). Reuters

O Prêmio Nobel da Paz chinês Liu Xiaobo morreu aos 61 anos, nesta quinta-feira (13), perdendo sua batalha contra o câncer, um mês após ser transferido da prisão para um hospital na cidade de Shenyang, no nordeste da China.

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O ativista Liu Xiaobo, símbolo da luta pela democracia na China, foi internado no Hospital Universitário de Shenyang após passar oito anos preso. Com um câncer de fígado em estágio terminal, ele obteve liberdade condicional para ser tratado há um mês.

O comitê do Nobel norueguês, que atribuiu ao dissidente o Nobel da Paz em 2010, reagiu duramente à notícia de seu falecimento. “A China tem uma grande responsabilidade na morte prematura de Liu Xiaobo ao privá-lo de cuidados médicos adaptados”, estimou o comitê nesta quinta-feira (13).

"Consideramos profundamente perturbador que Liu Xiaobo não tenha sido transferido para um estabelecimento onde poderia ter recebido um tratamento médico adequado antes que sua doença entrasse em estágio terminal", declarou a presidente do comitê, Berit Reiss-Andersen.

Jornais chineses classificam Liu Xiaobo como "criminoso"

O anúncio da sua morte é delicado para Pequim, ao expor o tratamento reservado a dissidentes políticos no país. Em um comunicado, o gabinete de Assuntos Jurídicos de Shenyang confirmou a morte, acrescentando que Xiaobo faleceu três dias depois começar a receber tratamento intensivo.

O nome do Prêmio Nobel é tabu na imprensa oficial, salvo nos jornais chineses em inglês que classificam Liu como "criminoso". Ele é desconhecido para grande parte da população de seu país.

No Twitter, o ministro alemão da Justiça, Heiko Maas, prestou uma homenagem ao opositor chinês. "Sua resistência pela não violência o transformou em um herói da luta a favor da democracia e dos direitos humanos", escreveu Maas.

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