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Israel/Palestina

Conselho de Segurança da ONU convoca reunião após novos confrontos em Jerusalém

Confrontos de sexta-feira (21) na parte histórica de Jerusalém já são considerados os mais graves no local.
Confrontos de sexta-feira (21) na parte histórica de Jerusalém já são considerados os mais graves no local. REUTERS/Ammar Awad

O Conselho de Segurança da ONU se reunirá a portas fechadas na segunda-feira (24) após os violentos confrontos entre israelenses e palestinos provocados pela entrada em vigor de medidas de segurança na Esplanada das Mesquitas. Novas mortes foram registradas neste sábado (22).

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França, Suécia e Egito pediram neste sábado uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU após os confrontos entre israelenses e palestinos em Jerusalém. Este encontro será destinado a "discutir urgentemente como apoiar os pedidos de desescalada (dos confrontos) em Jerusalém", disse o coordenador de assuntos políticos sueco, Carl Skau.

As tensões aumentaram ao longo da semana passada após a implementação de novas medidas de segurança israelenses no complexo de Haram al-Sharif, conhecido pelos judeus como o Monte do Templo. A instalação de detectores de metal e a proibição da entrada de homens de menos de 50 anos no local alimentou suscitou a ira da população.

Três israelenses foram esfaqueados e três palestinos foram mortos nos confrontos apenas na sexta-feira (21). Dois palestinos morreram neste sábado em confrontos com as forças de ordem israelenses na Cisjordânia ocupada, indicou o Ministério da Saúde palestino.

União Europeia pede diálogo

A União Europeia (UE) estimulou Israel e Jordânia – que é a guardiã dos locais santos muçulmanos de Jerusalém – a trabalharem juntos para achar soluções para manter a segurança de todos região. O Executivo europeu pediu que os dois países trabalhem pelo "respeito do caráter sagrado dos lugares santos e manter o status quo" na Esplanada das Mesquitas.

Enquanto pedia uma investigação completa sobre a morte de três palestinos durante os violentos confrontos com as forças de segurança israelenses, Bruxelas condenava o "crime horrível" executado por um jovem palestino na Cisjordânia, que esfaqueou três israelenses na sexta-feira. “Nesse momento é fundamental que todos os líderes políticos, religiosos e representantes de comunidades atuem de maneira responsável, restaurando a calma e evitando qualquer ação ou declaração que possam avivar as tensões", advertiu a UE. "A cooperação contínua entre Israel e a Autoridade Palestina é crucial para impedir qualquer violência e morte posteriores", acrescentou o comunicado europeu.

(Com informações da AFP)

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