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Israel/Palestina

Israel vai retirar detectores, mas boicote na Esplanada das Mesquitas continua

O governo israelense decidiu nesta terça-feira suspender o uso dos detectores de metal que havia instalado nos acessos à Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém.
O governo israelense decidiu nesta terça-feira suspender o uso dos detectores de metal que havia instalado nos acessos à Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém. REUTERS/Ronen Zvulun

As autoridades muçulmanas em Jerusalém pediram nesta quarta-feira (25) aos seus fieis que mantivesse o boicote na Esplanada das Mesquitas, apesar da decisão de Israel de retirar os detectores de metais instalados na entrada do local, considerado sagrado pelo Islã.

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Em um comunicado, os religiosos pedem que um comitê técnico do Waqf, o organismo que administra os bens muçulmanos no leste de Jerusalém, intervenha para cancelar as medidas adotadas em 14 de julho, que deram início a violentos protestos, sejam canceladas.

O governo israelense instaurou o dispositivo depois da morte de dois policiais, alegando que armas vinham sendo escondidas no local, e também proibiu a entrada de muçulmanos menores de 50 anos na Esplanada das Mesquitas.

Nesta terça-feira (25), para acalmar os ânimos, o governo anunciou que iria substituir o sistema e utilizaria “tecnologias avançadas” para garantir a segurança no local. Os detalhes, entretanto, não foram especificados pelas autoridades israelenses, mas se sabe que câmeras devem ser instaladas no local nos próximos meses.

A decisão foi tomada depois de uma conversa entre o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e o rei Abdallah 2, da Jordânia. O país é o guardião oficial dos locais santos muçulmanos em Jerusalém.

Na Esplanada está instalada mesquita al-Aqsa, o terceiro local no mundo mais importante para o Islã depois de Meca e Medina. A Autoridade Palestina, por sua vez, cancelou os contatos oficiais com as autoridades israelenses. Nesta segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu em caráter de urgência para avaliar a situação.

A instalação dos detectores foi interpretada pelos palestinos como uma maneira de reforçar a presença e o controle dos israelenses na Esplanada.

Protestos violentos

Mais de 8 pessoas morreram em Jerusalém e nos territórios ocupados na Cisjordânia desde a implantação das medidas – entre eles cinco palestinos e três civis israelenses, assassinados em um assentamento por um jovem que invadiu uma casa e matou uma família a facadas.

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