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Irã ameaça abandonar acordo nuclear devido a sanções dos EUA

Hassan Rohani, reeleito para um segundo mandato de quatro anos no Irã, em 22 de maio de 2017.
Hassan Rohani, reeleito para um segundo mandato de quatro anos no Irã, em 22 de maio de 2017. ATTA KENARE / AFP

O Irã poderia abandonar o acordo nuclear assinado com as grandes potências "em questão de horas", caso o governo dos Estados Unidos prossiga com sua política de "sanções e coerções", ameaçou nesta terça-feira (15) o presidente iraniano Hassan Rohani.

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Assinado em julho de 2015 entre Teerã e as grandes potências, o acordo prevê que o Irã limite seu programa nuclear ao uso civil em troca da retirada progressiva das sanções internacionais.

Mas a administração norte-americana do presidente Donald Trump, hostil ao pacto concluído pelo antecessor Barack Obama, impôs uma série de sanções jurídicas e financeiras ao Irã, por questões que não estão ligadas às atividades nucleares.

"A experiência frustrada de sanções e coerções levou as administrações anteriores à mesa de negociação", afirmou Rohani em um discurso no Parlamento iraniano, que deverá votar para confirmar seu novo gabinete. Mas se os Estados Unidos "desejam retornar a estes métodos, em um período muito curto de tempo - não semanas ou meses, e sim dias ou horas - nós voltaremos a nossa situação anterior de forma muito mais firme", completou o presidente do país.

Um parceiro não muito “confiável”

O presidente iraniano Hassan Rohani, reeleito em maio deste ano para um segundo e último mandato de quatro anos, afirmou ainda que Trump mostrou ao mundo que "não é um bom sócio". "Nos últimos meses, o mundo viu que os Estados Unidos, além de romper constante e repetidamente seus compromissos no pacto nuclear, têm ignorado outros acordos globais e demonstrado a seus aliados que o país não é um bom sócio, nem um um negociador confiável", alfinetou Rohani.

Em meados de julho de 2017, o governo americano adotou novas sanções jurídicas e financeiras contra pessoas e entidades iranianas vinculadas ao programa balístico, proibido por uma resolução da ONU, e contra a Guarda Revolucionária, o exército de elite do regime iraniano.

Em um contexto de endurecimento das relações entre os dois países desde a posse de Trump em janeiro, o Parlamento iraniano respondeu às sanções americanas com a aprovação de um aumento significativo dos recursos financeiros para o programa balístico do Irã e para a Guarda Revolucionária.

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