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OMS/Doenças não Transmissíveis

OMS pede mais empenho de países contra doenças não transmissíveis

Câncer mata 8,8 milhões de pessoas por ano no mundo.
Câncer mata 8,8 milhões de pessoas por ano no mundo. Eric Bouvet / Institu Curie

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um alerta nesta segunda-feira (18) sobre doenças crônicas não transmissíveis, que é a mais importante causa de mortes no mundo - mais de 40 milhões de pessoas por ano.

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A OMS pede aos países para multiplicar esforços a fim de atingir objetivos fixados em 2015. Segundo Douglas Bettcher, diretor do departamento de prevenção de patologias não transmissíveis da entidade, “os progressos foram limitados”. Ele alertou para a “necessidade de ações urgentes”.

Em um primeiro relatório de avaliação, divulgado em Genebra, a OMS indica “que as políticas mundiais não estão no bom caminho para alcançar a meta” de reduzir de um terço, no período de 2015-2030, a taxa de mortes prematuras decorrentes de enfermidades crônicas não transmissíveis.

Epidemia alimentada pela pobreza

As doenças crônicas não transmissíveis matam mais de 40 milhões de pessoas a cada ano, sendo que 15 milhões têm entre 30 e 70 anos. Mais de 80% dos óbitos ditos “prematuros” acontecem nos países pobres ou intermediários, segundo a OMS. A epidemia, explica a organização, “é alimentada pela pobreza, pelo comércio de produtos nocivos à saúde, a rápida urbanização e o crescimento da população”.

As patologias cardiovasculares são responsáveis pela maior parte desse tipo de óbito – 17,7 milhões por ano. Em seguida, vem o câncer (8,8 milhões), doenças respiratórias (3,9 milhões) e a diabete (1,6 milhão).

Para medir a eficácia da luta contra as enfermidades não transmissíveis em cada país, a OMS fixou 19 objetivos, como aumento dos preços do cigarro, adoção de políticas nacionais com o objetivo de reduzir o consumo de sal ou ainda a promoção do aleitamento materno.

Brasil é bom aluno

O relatório da OMS mostra que a Costa Rica e o Irã são os países com melhores resultados, pois alcançaram 15 das 19 metas. Na sequência, estão Brasil, Bulgária, Turquia, Reino Unido, Finlândia, Noruega, Arábia Saudita e Tailândia.

Seis países não atingiram nenhum dos objetivos da OMS: Angola, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Sudão do Sul, São Tomé e a Micronésia.

(com informações da AFP)

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