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Síria

Uma centena de membros do grupo EI se rende na cidade síria de Raqa

Integrantes das Forças Democráticas Sírias (FDS) inspecionam armas e munições apreendidas de combatentes do grupo Estado Islâmico em Raqa.
Integrantes das Forças Democráticas Sírias (FDS) inspecionam armas e munições apreendidas de combatentes do grupo Estado Islâmico em Raqa. © REUTERS/Erik De Castro

Cerca de cem combatentes sírios do grupo Estado Islâmico (EI) se renderam nas últimas 24 horas na cidade de Raqa, no norte da Síria. O anúncio foi feito neste sábado (14) pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. 

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"Nas últimas 24 horas, cerca de cem terroristas do grupo EI se renderam em Raqa e foram retirados da cidade", afirma um comunicado divulgado pela coalizão, sem informar se estes eram sírios ou estrangeiros. A informação foi confirmada pela Ong Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). 

Uma fonte local, que pediu anonimato, afirmou que os jihadistas que se entregaram eram, de fato, sírios. Mais cedo, um comunicado divulgado pela coalizão indicava que os membros estrangeiros do grupo Estado Islâmico não estavam autorizados a deixar a cidade. 

De acordo com a OSDH, a operação para a retirada dos combatentes sírios do EI é realizada há cinco dias. Um total de 150 jihadistas estrangeiros ainda estariam em Raqa. "As negociações para retirá-los da cidade continuam", afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman. Segundo ele, os membros estrangeiros do grupo EI pedem para viajar até setores ainda dominados pelos jihadistas na província de Deir Ezzor, no leste da Síria. 

Uma fonte das Forças Democráticas Sírias (FDS) indicou que ônibus e caminhões transportariam os jihadistas sírios para fora de Raqqa, mas descartou categoricamente a possibilidade de um acordo com o grupo EI. "Desmentimos completamente qualquer tipo de negociação ou acordo com os jihadistas. No momento, continuamos combatendo o grupo EI", completou.

Califado jihadista desmorona

Três anos após as conquistas no Iraque e na Síria, o grupo EI se encontra cercado em seus últimos redutos. O "califado", autoproclamado em junho de 2014, desmorona frente à ofensiva apoiada por Estados Unidos e Rússia. No entanto, vários países ocidentais temem que a desmobilização do EI na Síria e no Iraque estimule os jihadistas a retornar para seus países de origem.

Raqa é a cidade onde foram planejados os grandes atentados que o EI reivindicou na Europa nos últimos anos. As FDS, uma aliança de combatentes árabes e curdos apoiada pela coalizão, entraram na localidade em junho e a reconquistaram progressivamente

Nos últimos dias aconteceram negociações para garantir o desmantelamento dos redutos dos jihadistas e permitir a saída dos civis presos pelos combates, muitas vezes utilizados como escudos humanos. Na última semana, cerca de 1.500 civis fugiram da cidade, aproveitando a trégua que acompanhou as negociações, segundo a coalizão. 

(Com informações da AFP)
 

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