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Iêmen/crise

ONU pede abertura de corredor humanitário para socorrer milhões de pessoas no Iêmen

Dans un hôpital de Sanaa au Yémen, le 27 juillet 2017
Dans un hôpital de Sanaa au Yémen, le 27 juillet 2017 REUTERS/Mohamed al-Sayaghi

A crise no Iêmen e o bloqueio imposto pela Arábia Saudita desde o dia 5 de novembro estiveram no centro das discussões do Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira (8). Os membros também pedem a abertura de corredores humanitários no país.

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A pedido da Suécia, os 15 membros se reuniram para exigir o fim do bloqueio, mas ao mesmo tempo condenaram o tiro de míssil dos rebeldes iemenitas Huthis, pro-iranianos, interceptado em Ryad, a capital saudita, em resposta aos ataques da coalizão árabe. As tropas iniciaram a ofensiva no Iêmen em 2015, em apoio ao governo do presidente Abd Rabo Mansur Hadi contra os huthis, aliados das tropas do ex-presidente iemenita Ali Abdalah Saleh.

A reunião da ONU girou principalmente em torno da questão humanitária. A ONU pediu a reabertura das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas do Iêmen. Caso contrário, segundo o chefe das operações humanitárias Marc Lowcock, o país poderá enfrentar sua pior crise de fome das últimas décadas.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, ligou para o ministro das Relações Exteriores Saudita, que assegurou que o bloqueio é “temporário.” Prova da relativa impunidade da qual beneficia a Árabia Saudita, doador das Nações Unidas, com aliados de peso dentro do Conselho, relata a correspondente da RFI em Nova York, Marie Bourreau.

Falta combustível e medicamentos

Segundo as Nações Unidas, 21 milhões de pessoas precisam de ajuda externa para poder se alimentar e 7 milhões estão passando fome no Iêmen. Mais de um milhão de casos do Cólera foram registrados. Além disso, também está faltando combustível, como explica Soumaya Beltifa, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Sanaa, na capital do país.

“Desde domingo, no início do bloqueio, o preço do combustível subiu. Há filas por todos os lados também para comprar gás para cozinhar. Em relação à comida, por enquanto temos estoques, mas logo faltará medicamentos se o bloqueio continuar. Um exemplo é a insulina, que precisa de refrigeração, e chega por via marítima. É um remédio que salva vidas, mas é preciso respeitar a temperatura em seu transporte. A situação é catastrófica”, declarou a representante da Cruz Vermelha à correspondente da RFI, Murielle Paradon.

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