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Áustria/extrema-direita

Novo governo formado pela extrema-direita toma posse na Áustria

O presidente austríaco Alexander van der Bellen e o chefe de governo Sebastian Kurz durante a cerimônia de posse do novo governo.
O presidente austríaco Alexander van der Bellen e o chefe de governo Sebastian Kurz durante a cerimônia de posse do novo governo. (Foto: Reuters)

Milhares manifestaram nesta segunda-feira (18) em Viena contra a participação do partido de extrema-direita FPO no novo governo austríaco dirigido pelo conservador Sebastian Kurz, 31 anos, o mais jovem dirigente do mundo, que tomou posse pela manhã.

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O líder do partido, Christian Strache, obteve um cargo de vice-chanceler e três ministérios-chave: Interior, Defesa e Relações Exteriores. Ele tomou posse nesta segunda-feira (18) ao lado do chefe de Estado austríaco e outros 13 ministros. Seis deles pertencem ao partido de extrema-direita, um gabinete inédito na história do país.

Várias passeatas foram organizadas por grupos de esquerda e de defesa dos direitos humanos, em torno do bairro onde estão situados os ministérios e o antigo palácio imperial. A polícia desviou o cortejo para a Praça dos heróis. O local é histórico: foi lá que Hitler pronunciou, em 1938, um discurso para anunciar a anexação da Áustria à Alemanha.

O novo governo promete uma política migratória restritiva: a luta contra a imigração ilegal é a principal prioridade do executivo austríaco. O reforço da “soberania dos Estados” dentro da União Europeia, bandeira comum dos partidos de extrema-direita, foi um outro compromisso assumido pelo partido junto à sua base aliada.

O novo chefe de governo, que viaja amanhã para Bruxelas, deve buscar parcerias para uma melhor defesa das fronteiras. Sua política já gera preocupações dentro da UE. A Áustria assume a presidência rotatória do bloco em 1 de julho de 2018.

Líderes europeus comemoram

Líderes de partidos europeus de de extrema-direita, entre eles a francesa Marine Le Pen e o holandês Geert Wilders, reunidos neste sábado em Praga, celebraram "o acontecimento histórico" na Áustria.

Aliados na Europa das Nações e das Liberdades, grupo político do Parlamento Europeu fundado há dois anos, estes líderes participavam de uma conferência chamada Por Uma Europa de Nações Soberanas.

"Só me resta aplaudir, uma vez mais, o fato de que, na Áustria, um partido integrante do nosso grupo no Parlamento Europeu seja levado a sério a ponto de entrar no governo", declarou o líder do Partido pela Liberdade holandês, Geert Wilders.

A presidente da Frente Nacional francesa, Marine Le Pen, celebrou, por sua vez, o "acontecimento verdadeiramente histórico". Segundo ela, "outros seguirão, porque a resistência à União Europeia se organiza em um certo número de países".

"Acredito que as eleições europeias possam provocar uma verdadeira mudança da situação política na Europa e permitir, inclusive àqueles que se opõem à União Europeia e defendem a Europa das nações e das liberdades, serem majoritários na futura assembleia", disse.

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