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Filhos de jihadistas franceses são repatriados após captura dos pais no Iraque

Mulher caminha com criança em Mossul, no Iraque
Mulher caminha com criança em Mossul, no Iraque Fuente: Reuters.

A França repatriou três crianças de 3 a 8 anos, filhas de franceses que se tornaram jihadistas e partiram ao Iraque em 2015 para se juntarem à organização Estado Islâmico. A mãe, junto com seu filho de menos de um ano, continua no Oriente Médio. O pai foi morto durante uma operação em Mossul.

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O retorno é fruto de um diálogo que se intensificou nos últimos meses entre o Ministério das Relações Exteriores francês e a Cruz Vermelha. As autoridades francesas permanecem vigilantes com relação à situação de Melina e de seu quarto filho.

As três crianças chegaram, em toda discrição, no dia 18 de dezembro no aeroporto de Roissy, periferia de Paris. Elas foram entregues ao serviço social do departamento de Seine-Saint-Denis para, em seguida, serem acolhidas por novas famílias. Seus avós maternos vão pedir um direito de visita.

Mães do terrorismo

A família foi encontrada em julho, durante a ocupação de Mossul. De acordo com as autoridades francesas, “cerca de dezenas” de adultos vindos da França que se tornaram combatentes jihadistas se encontram atualmente em prisões no Iraque ou na Síria.

Na maior parte, são mulheres acompanhadas de suas crianças. Em novembro, o presidente Emmanuel Macron tinha declarado que o destino dessas famílias seria examinado “caso por caso, em função das situações”.

Luta antiterrorista

A notícia sobre o retorno das três crianças veio à tona ao mesmo tempo em que a revelação da captura de oito jihadista franceses que estavam em fuga na Síria – entre eles um dos extremistas mais procurados pelas autoridades francesas, Thomas Barnouin.

O homem de 36 anos faz parte da mesma célula de Mohamed Merah, autor dos atentados de 2012 que deixaram sete mortos no sudoeste da França. Ele já havia sido preso em 2006 na Síria e condenado a cinco anos de prisão em 2009, mas voltou às trincheiras jihadistas depois de cumprir a pena.

Segundo o governo francês, cerca de 1 700 cidadãos se juntaram ao grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Pelo menos 278 morreram e 302 voltaram à França.

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