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Governo da Ucrânia realiza troca de prisioneiros com forças rebeldes separatistas

O presidente ucraniano Petro Poroshenko cumprimenta um soldado
O presidente ucraniano Petro Poroshenko cumprimenta um soldado Mikhail Palinchak/Ukrainian Presidential Press Service/Handout

Centenas de ucranianos estiveram presentes na madrugada de quarta (27) para quinta-feira (28) para dar as boas-vindas aos dezenas de militares e civis que foram libertados após uma longa operação de troca. O conflito no leste da Ucrânia opõe o governo aos rebeldes separatistas pró-russos.

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As autoridades da Ucrânia e os separatistas pró-russos, que controlam parte do leste do país, organizaram a troca de mais de 300 prisioneiros, numa das mais importantes operações desse tipo em quase quatro anos de guerra.

O arranjo, pouco antes do ano novo e do Natal ortodoxo – que acontece no dia 7 de janeiro –, representa um importante progresso na aplicação do acordo de paz de Minsk, assinado em fevereiro de 2015, que reduziu o número de confrontos sem chegar a uma solução para o conflito que já fez 10 000 mortos.

Períodos sombrios

Segurando bandeiras ucranianas e buquês de flores, a multidão saudou os recém-chegados com palmas e gritos de “Glória à Ucrânia e aos heróis!”. Certos prisioneiros passaram mais de três anos em cativeiro.

“Oi, minha querida, papai está de volta”, dizia ao telefone à sua filha um soldado ucraniano que passou 21 meses emprisionado pelos separatistas, enquanto sua esposa o abraçava.

Fruto de difíceis negociações que duraram semanas envolvendo o presidente russo Vladimir Putin, a operação libertou 73 prisioneiros das duas “repúblicas” ucranianas autoproclamadas pelos rebeldes e 233 que estavam detidos pelas autoridades de Kiev.

Um pouco mais cedo no mesmo dia, o presidente ucraniano Petro Poroshenko, acompanhado da embaixadora francesa Isabelle Dumont e de um diplomata alemão, recebeu os soldados perto da linha de frente antes de partir com eles para Kharkiv. “Meus companheiros, finalmente conseguimos”, declarou o chefe de Estado, vestido em roupa de camuflagem, no aeroporto de Kharkiv.

Primeira etapa

Entre os prisioneiros estava Igor Kozlovski, um conhecido historiador cuja captura pelos separatistas há dois anos provocou uma comoção na Ucrânia. “Fui sequestrado por causa de minhas posições pró-ucrânia. Finalmente estamos de volta”, disse, ao lado do presidente Poroshenko e de dezenas de soldados.

“Sofremos com várias torturas e doenças, mas nunca deixamos de sentir amor pelo povo ucraniano”, continuou Kozlovski, com a bandeira do país sobre os ombros. A primeira-ministra alemã Angela Merkel e o presidente francês Emmanuel Macron, dois chefes de Estado que apoiam o fim dos conflitos na Ucrânia, aprovaram o processo e disseram que é preciso continuar agindo nesse sentido.

A operação dessa quarta-feira (28) representa uma primeira etapa do processo que promete ser ainda maior e incluir todos os prisioneiros detidos pelos dois lados. Na próxima fase, sem data prevista, a intenção é efetuar a troca de 29 prisioneiros mantidos pelos separatistas pelos 74 que estão sob controle de Kiev.

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