Acessar o conteúdo principal
Violência/Síria

França e EUA preocupados com escalada da violência na Síria

Criança caminha perto de prédios em ruínas na cidade de Duma, em Guta Oriental.
Criança caminha perto de prédios em ruínas na cidade de Duma, em Guta Oriental. REUTERS/Bassam Khabieh

Estados Unidos e França manifestaram preocupação com a escalada da violência na Síria e com a degradação crescente da situação no país. O número de civis mortos em bombardeios do regime no reduto rebelde de Guta oriental chegou a 25 entre domingo e terça-feira (20).

Publicidade

Em Paris, o chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves le Drian, alertou que "a situação na Síria se degrada consideravelmente" e que caminha para uma "tragédia humanitária". Ele informou que, a pedido do presidente Emmanuel Macron, seguirá nos próximos dias para Moscou e Teerã, conversar com os dois aliados da Síria.

Em Washington, a porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert, disse a jornalistas que os Estados Unidos estão "profundamente preocupados" com a intensificação dos ataques russos e sírios no enclave.

"A cessação da violência precisa começar agora", declarou Nauert, criticando o que ela chamou de "táticas para sitiar e esfomear" do regime do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Ofensiva vigorosa

As forças do regime e seus aliados russos lançam desde 5 de fevereiro uma vigorosa ofensiva contra a região da Guta Oriental, enclave controlado pelos rebeldes no subúrbio de Damasco. Os bombardeios incessantes, aéreos e de artilharia, deixaram pelo menos 250 mortos civis desde o domingo, segundo um balanço da ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Importantes forças leais ao presidente sírio foram reunidas nas imediações de Guta para o que parece ser o prelúdio de uma ofensiva terrestre de grande envergadura.

Várias agências da ONU têm condenado os bombardeios maciços contra Guta. Os bombardeios de civis "devem cessar imediatamente" exigiu o coordenador da ONU para a ajuda humanitária na Síria, Panos Moumtzis, alertando para as cerca de 400 mil pessoas encurraladas no enclave rebelde, entre as quais foram registrados casos severos de desnutrição.

Newsletterselfpromo.newsletter.text

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.