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Assédio

Oxfam admite 26 novos casos de conduta sexual inadequada

Oxfam: a imagem de uma das maiores ONG's do mundo maculada por escândalos sexuais.
Oxfam: a imagem de uma das maiores ONG's do mundo maculada por escândalos sexuais. REUTERS/Andres Martinez Casares

A ONG britânica Oxfam investiga 26 novos casos de conduta sexual inadequada de funcionários, como o pagamento por prostitutas no devastado Haiti, informou o diretor geral da organização no Parlamento britânico.

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"Na Oxfam, na Grã-Bretanha, registramos 26 ocorrências, denúncias que foram apresentadas, novas ou antigas, de pessoas que reconheceram não terem informado sobre o caso no momento em que ele aconteceu'", disse o diretor-geral da ONG, Mark Goldring, na comissão parlamentar de Ajuda Internacional.

Goldring explicou que as denúncias envolvem fatos "que se prolongam em um período extenso de tempo".

"Não falo de casos recentes”, declarou o diretor-geral. “Nós realmente queremos que as pessoas se apresentem, onde quer que estejam, sem importar quando estas coisas aconteceram. Alguns casos têm relação com o Reino Unido, outros com nosso programa internacional", completou.

Goldring pediu desculpas por ter afirmado em uma entrevista que a procura por prostitutas no Haiti não é exatamente como matar bebês.

"Peço desculpas, estava sob estresse, havia dado muitas entrevistas (...) Estava pensando no grande trabalho que vejo a Oxfam fazendo em todo o mundo".

As explicações foram feitas um dia depois da ONG ter apresentado um pedido de desculpas à população haitiana pelo comportamento de alguns de seus funcionários.

A organização também expressou "vergonha" depois de enviar às autoridades do país caribenho o resultado de uma investigação interna.

Relatório revelador

Um relatório interno, que teve uma versão parcialmente censurada divulgada, mostra que o ex-diretor da Oxfam no Haiti, o belga Roland Van Hauwermeiren, admitiu que contratou prostitutas em locais que pertenciam à organização.

O informe não descarta a possibilidade de que algumas prostitutas fossem menores de idade.

Na semana passada, Van Hauwermeiren declarou, em carta enviada aos meios de comunicação belgas, que nunca organizou orgias com jovens prostitutas, mas admitiu que teve relações sexuais com uma "mulher respeitável e madura", sem lhe pagar por isso.

De acordo com o relatório, sete funcionários da Oxfam no Haiti deixaram a ONG após a investigação interna, entre eles Roland Van Hauwermeiren. Alguns foram acusados, além de pagar a prostitutas, de perseguir e intimidar outros membros da organização.

Em nome da transparência

A Oxfam justificou sua decisão de publicar o relatório "para ser o mais transparente possível sobre as decisões que foram tomadas durante a investigação".

A ONG, que no ano fiscal 2016-17 recebeu cerca de € 36 milhões do governo britânico, aceitou não pedir mais recursos públicos até cumprir as normas de proteção de pessoas, indicaram as autoridades.

Após as primeiras revelações de abusos, também em países como Sudão do Sul e Libéria, o diretor-geral da Oxfam no Reino Unido, Mark Goldring, afirmou que o escândalo era "desproporcional", mas no domingo admitiu que a organização deveria ter sido mais transparente.

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