Acessar o conteúdo principal
Rússia/ ataque químico

Rússia exibe testemunho de menino sírio que denuncia “encenação” de ataque químico

Embaixador russo nas Nações Unidas, Vassily Nebenzia, poderá exibir o vídeo na próxima reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Embaixador russo nas Nações Unidas, Vassily Nebenzia, poderá exibir o vídeo na próxima reunião do Conselho de Segurança da ONU. REUTERS/Shannon Stapleton

A Rússia exibiu na quarta-feira à noite (19) o que apresentou como sendo o testemunho de um menino sírio que afirmava ter participado da “encenação” de um suposto ataque químico na cidade síria de Duma em 7 de abril. As imagens poderão ser exibidas pelos russos na ONU, para contestar o bombardeio realizado pela coalizão liderada pelos Estados Unidos em reação suposto ataque.

Publicidade

Nesta quinta-feira (19), a imprensa russa repercute em peso a entrevista, conduzida pela televisão pública Rossia 24.

Na reportagem, intitulada "A encenação da guerra", emissora afirma que a criança faz o papel de vítima de um ataque químico no vídeo, filmado pelos Capacetes Brancos, as equipes de resgate em áreas rebeldes e que denunciaram o suposto ataque. O menino se chamaria Hassan Diab, de 11 anos, conforme o canal.

A criança não diz nada sobre a possível presença de câmeras no lugar, mas um homem que a Rossia 24 apresenta como seu pai, Omar Diab, afirma diz que "os combatentes deram tâmaras, bolos e arroz para participar nas filmagens".

Prova de manipulação, sendo embaixador russo

O vídeo poderá ser mostrado na próxima reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, como uma prova da "manipulação" ligada ao suposto ataque, de acordo com o embaixador russo nas Nações Unidas, Vasili Nebenzia.

O ataque com "gás tóxico", que deixou pelo menos 40 mortos, de acordo com os serviços de resgate, motivou os bombardeios conjuntos dos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha contra instalações do regime sírio e aumentou as tensões diplomáticas. Moscou e Damasco negam que as forças sírias realizaram um ataque químico em Duma e acusam os opositores do presidente Bashar al-Assad de organizar uma encenação.

A AFP não pôde verificar as declarações de forma independente.

Com informações da AFP

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.