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500 Parlamentares europeus assinam carta aberta contra fim de acordo nuclear iraniano

Emmanuel Macron é visto como a última chance de salvar o acordo nuclear iraniano
Emmanuel Macron é visto como a última chance de salvar o acordo nuclear iraniano LUDOVIC MARIN / AFP

Em uma carta aberta assinada por 500 Parlamentares franceses, britânicos e alemães, uma deputada francesa do partido República Em Marcha se dirige ao Congresso Norte-Americano para tentar convencer os Estados Unidos a não deixar o acordo nuclear iraniano. O assunto também está na pauta da visita do presidente francês Emmanuel Macron no país.

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A deputada Delphine O é quem está por trás da criação da carta aberta direcionada aos Parlamentares americanos que já saiu em grandes jornais como o Le Monde e o New York Times. Nela, Delphine O argumenta que a saída dos EUA pode ter diversos efeitos drásticos, entre eles um “conflito devastador no Oriente Médio”.

“Durante mais de dez anos, a Europa, os Estados-Unidos e a comunidade internacional permaneceram sob o medo de um Irã dotado de uma arma nuclear. Depois de 13 anos de esforços diplomáticos, a assinatura do acordo nuclear de 14 de julho de 2015 em Viena permitiu um avanço histórico”, diz o documento.

O acordo permitiu aos países-membros um controle do programa nuclear iraniano, impondo a desativação de instalações para a retirada de urânio e reduzindo, dessa forma, o risco de proliferação nuclear – sem fazer uso de força, lembra a carta.

“Essa união está atualmente em perigo. Os Estados Unidos se preparam para sair do acordo de Viena, sendo que mesmo o Irã respeitou suas obrigações. A curto termo, o fim do acordo abriria o caminho para um conflito potencial com efeitos devastadores no Oriente Médio. A longo termo, (…) o fim do acordo ameaçaria de forma permanente nossa credibilidade enquanto parceiros internacionais e, de maneira geral, a diplomacia como instrumento da paz e da segurança”.

“Prevenir a proliferação nuclear em um Oriente Médio instável é do interesse dos Estados Unidos e da Europa. (…) Se esse grande acordo acabar, será impossível refazer uma grande coalizão para impor sanções ao Irã. É primordial preservar esse sucesso diplomático, que já provou sua eficácia”, conclui a carta aberta dos parlamentares europeus.

Macron: salvador da pátria?

O presidente americano Donald Trump deve decidir no dia 12 de maio se ele vai renovar o acordo, seguindo a legislação americana. Embora o texto seja assinado por países da Europa, pela Rússia e pela China, cabe hoje aos Estados Unidos decidir se o documento continuará em vigor.

A visita de Macron aos Estados Unidos, onde ele será recebido por Trump para um jantar no dia 23 de abril, é vista como uma última chance de tentar salvar o acordo nuclear iraniano. Mas a tarefa não é fácil: o documento foi assinado pelo ex-presidente Barack Obama, cujas ações têm sido desfeitas, uma a uma, por Trump.

Além disso, membros da equipe do presidente norte-americano, como Mike Pompeo, ex-chefe da CIA e provável futuro Secretário de Estado, e John Bolton, Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, têm um longo histórico de acordos com o Irã.

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