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Nuclear

Irã se recusa a permanecer em acordo nuclear se EUA saírem

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif
O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif Captura de vídeo

O Irã afirmou nesta quinta-feira (3) que não permanecerá no acordo nuclear assinado em 2015 com as grandes potências, caso os Estados Unidos se retirarem. O presidente americano, Donald Trump, deve anunciar até o dia 12 de maio sua decisão.

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"Se os Estados Unidos se retirarem do acordo nuclear, nós também não continuaremos", afirmou um conselheiro do Guia Supremo para Assuntos Internacionais, Ali Akbar Velayati, à televisão estatal iraniana.

Mais cedo, o chefe da diplomacia iraniana, Mohammad Javad Zarif, declarou que Teerã não aceitará dialogar novamente sobre o texto. Em um vídeo publicado na plataforma YouTube, ele foi categórico: "Deixem-me dizer claramente uma vez por todas: não iremos subestimar nossa segurança, também não vamos renegociar ou modificar um acordo que já colocamos em prática de boa fé".

Na gravação, o chefe da diplomacia iraniana também afirma que os Estados Unidos "violaram frequentemente o acordo, particularmente intimando os outros [signatários do texto] para que eles não fizessem mais negócios com o Irã". "O tratado não previa renegociações ou mudanças de nenhum lado", reitera.

Segundo Zarif, nos próximos dias Washington deve decidir se vai cumprir suas obrigações previstas no texto. "Caso os Estados Unidos continuarem violando o acordo, ou se saírem dele, vamos exercer nosso direito de resposta (...). Aconselhamos os Estados Unidos a finalmente honrarem suas obrigações ou aceitarem as consequências por não cumpri-las", conclui.

Para Trump, acordo é "péssimo"

O Plano Global de Ação Conjunta, negociado entre os cinco membros do Conselho de Segurança - Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido - Alemanha e Irã, e assinado em 2015, previa um enquadramento do programa nuclear de Teerã em troca do fim progressivo das sanções contra o regime iraniano. No entanto, o presidente americano, Donald Trump, o julga "péssimo" e ameaça há vários meses abandonar o compromisso.

O republicano estabeleceu como prazo o dia 12 de maio para que as potências corrijam o que classifica como "erros terríveis" do texto. Além de deixar o tratado, Trump ameaça restabelecer as sanções americanas contra o Irã.

Lideranças europeias tentam convencer o presidente americano a ratificar o texto. O assunto foi discutido em recente viagem aos Estados Unidos do presidente francês, Emmanuel Macron, e da chanceler alemã, Angela Merkel, sem que Trump desse sinal de ceder.

O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, fez um apelo nesta quinta-feira pela permanência dos Estados Unidos no tratado. "Se um dia houver um melhor acordo para substituir o atual, tudo bem. Mas não devemos abandoná-lo sem ter uma boa solução", disse, em entrevista à Rádio 4 da BBC.

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