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Trump anula reunião com Kim Jong-un e critica “hostilidade” do presidente norte-coreano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou em uma carta ao líder norte-coreano Kim Jong Un que a reunião de cúpula entre os dois, programada para 12 de junho em Cingapura, não vai acontecer
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou em uma carta ao líder norte-coreano Kim Jong Un que a reunião de cúpula entre os dois, programada para 12 de junho em Cingapura, não vai acontecer REUTERS/Kevin Lamarque/

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o cancelamento de sua reunião prevista para 12 de junho com o dirigente norte-coreano Kim Jong-un em Cingapura. Numa carta publicada nesta quinta-feira (24) pela Casa Branca, Trump critica a hostilidade do ditador da Coreia do Norte.

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“Eu estava realmente animado com a ideia de me encontrar com você”, escreveu Trump à Kim Jong-un. “Mas infelizmente, levando em conta a raiva e a hostilidade presentes em suas recentes declarações, acredito que não é oportuno efetuarmos essa reunião prevista há tanto tempo”.

Trump também evoca o poder bélico americano, em comparação com o armamento norte-coreano. “Vocês se referem ao arsenal nuclear que possuem, mas o nosso é tão massivo e tão poderoso que eu peço a Deus que nunca tenhamos de usá-lo”, diz.

A anulação do encontro era uma possibilidade que pairava no ar, mas a Coreia do Norte já tinha deixado claro aos Etados Unidos de que não estava para brincadeira.

A vice-ministra norte-coreana das Relações Exteriores, Cheo Son Hui, classificou um pouco mais cedo nesta quinta-feira de "estúpidos" os recentes comentários do vice-presidente americano, Mike Pence. Na segunda-feira (21), Pence declarou ao canal de TV americano Fox News não ter "qualquer dúvida" de que Trump abandonaria o diálogo previsto com o líder norte-coreano, se percebesse que não haveria resultados.

Trump justifica cancelamento da reunião pela "hostilidade" da Coreia do Norte
Trump justifica cancelamento da reunião pela "hostilidade" da Coreia do Norte Reuters

Provocação política?

O anúncio chega logo após o desmantelamento do centro de testes nucleares na Coreia do Norte, que havia sido proposto pelo líder de Pyongyang como um gesto de boa vontade antes da então confirmada reunião com Trump.

O campo de testes de Punggye-ri foi palco de seis experiências nucleares conduzidas por Pyongyang, a última delas em setembro passado. Esta explosão, a mais poderosa até hoje, teria sido provocada por uma bomba de hidrogênio.

Especialistas estão divididos sobre a desativação completa dessa infraestrutura militar. Alguns dizem que, depois dos seis testes nucleares, o centro de Punggye-ri não era mais útil e poderá ser reconstruído rapidamente quando necessário.

Outros apontam que a Coreia do Norte concordou em destruí-lo sem condições prévias e sem pedir algo preciso em troca para Washington, o que na opinião deles demonstra que o regime é sério em seu desejo de mudança.

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