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Iraquianos amputados pela guerra se unem para nadar contra as dificuldades

Os homens amputados do Iraque nadam contra as dificuldades ligadas a situação física (Ilustração)
Os homens amputados do Iraque nadam contra as dificuldades ligadas a situação física (Ilustração) REUTERS/Mohamed al-Sayaghi

Iraquianos que perderam um membro durante a guerra contra os jihadistas e que hoje vivem com próteses se uniram para nadar contra os preconceitos e dificuldades ligados à deficiência física. A piscina do hotel de Erbil, onde eles se reúnem, se tornou também palco de socialização para os ex-combatentes.

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Rabie Abdellatif, morador de Mossul, norte do Iraque, perdeu a parte inferior de sua perna num ataque do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) em sua cidade, situada a cerca de 100 quilômetros de Erbil. Ele afirma ter recuperado 80% de suas capacidades através da natação. “Posso conduzir meu carro, trabalhar”, conta.

Já Abdel Zahra Kazem, soldado do sul do Iraque, foi vítima de um atentado em Bagdá. À beira da piscina, ele se declara indescritivelmente feliz. “Desde minha infância, tenho o hábito de nadar. Hoje, posso recomeçar”, diz.

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Debaixo de um guarda-sol, os responsáveis curdos e oficiais do Kuwait, país que financiou o equipamento e a reeducação de civis e de combatentes, assistem à corrida aquática. Para o governador de Erbil, Nawzad Hadi, trata-se de “dar de volta a vida e a esperança” às vítimas do EI, que havia feito de Mossul sua capital autoproclamada.

Durante os três anos de combate para expulsar o EI dos centros urbanos do Iraque, dezenas de milhares de militares foram feridos, além milhares de civis. As vítimas se juntam à longa lista de pessoas amputadas devido aos conflitos e violências que dominaram o país a partir dos anos 1980, em razão da guerra contra o Irã.

Informações da AFP

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