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Rússia/Noruega

Em clima de tensão com a Rússia, Otan realiza exercícios na Noruega

Tanques da Otan durante manobras em Adazi, na Latvia, em 23 de outubro de 2018
Tanques da Otan durante manobras em Adazi, na Latvia, em 23 de outubro de 2018 (Foto: Reuters)

A Otan inicia nesta quinta-feira (25) na Noruega suas maiores manobras militares desde o fim da Guerra Fria. Moscou classificou os exercícios de “anti-Rússia”.

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Quase 50.000 soldados, 10.000 veículos, 65 navios e 250 aeronaves de 31 países participarão no exercício "Trident Juncture 18", que busca treinar a Aliança do Atlântico Norte para a necessidade de socorrer algum membro em caso de agressão. "O ambiente em termos de segurança na Europa piorou significativamente nos últimos anos", destacou o secretário-geral da Otan, o norueguês Jens Stoltenberg.

"Trident Juncture envia uma mensagem clara a nossas nações e a qualquer adversário potencial: a Otan não busca o confronto, mas estará preparada para defender todos os aliados contra qualquer ameaça", afirmou em uma entrevista coletiva na quarta-feira (24).

Apesar de não ter apontado o "adversário potencial", a Rússia estava na mente de todos, um país com força militar e que compartilha com a Noruega uma fronteira de 198 quilômetros. O exército russo anexou a Crimeia, contribuiu para desestabilizar o leste da Ucrânia, aumentou suas capacidades no Ártico e, em setembro, organizou as maiores manobras de sua história no Extremo Oriente.

A embaixada russa em Oslo classificou o Trident Juncture de exercício "anti-Rússia" e afirmou que parece uma "provocação, apesar da tentativa de justificativa com objetivos puramente defensivos". Moscou não esconde o mal-estar com o reforço da presença militar ocidental na região. Estados Unidos e Grã-Bretanha decidiram intensificar as atividades na Noruega para acostumar suas tropas a combater no frio.

Trump acusa Rússia de desenvolver novo míssil

No sábado, o presidente americano Donald Trump aumentou a tensão ao anunciar a saída dos Estados Unidos do tratado sobre armas nucleares de médio alcance (INF, Intermediate Nuclear Forces Treaty), assinado em 1987. Trump, que acusou a Rússia de desenvolver um novo míssil, o SSC-8, ameaçou aumentar o arsenal nuclear de seu país.

Apesar de Donald Trump confundir sobre seu compromisso com a Otan, sobretudo a respeito do artigo 5 e suas obrigações de defesa coletiva, o exército americano participa no Trident Juncture com o maior contingente, mais de 14.000 soldados e um grupo aeronaval. "Treinamos na Noruega, mas, certamente, as lições que aprendermos com o Trident Juncuture serão pertinentes em outros países", disse Stoltenberg.

Além dos 29 países membros da OTAN, o exercício - que deve prosseguir até 7 de novembro - também terá as participações da Suécia e da Finlândia.

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